O dia estava muito cinzento e o céu, carregado, ameaçava derreter-se em chuva, daquela longa, pesada, sem fim à vista.
Mesmo assim lá nos aventurámos e subimos a rua. Quando chegámos, debruçados no muro do pátio vimos que esta imensidão de campos e pomares de laranjeiras que se estendem até às urbanizações plantadas à beira-mar podem bem vir a ser aquilo que veremos todos os dias, ao acordar, daqui a tão pouco tempo.
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