21/12/2010

Os últimos dois dias têm sido de loucos: sair de casa antes das oito e regressar doze horas depois, com o rabo chato, a pasta cheia e o dossier sem espaço para mais folhas.
Apesar de já não me doer a garganta graças à injecção de penicilina que levei há seis dias, constipei-me novamente, talvez devido ao frio que fazia na festa de Natal ou por andar no carro de vidro aberto, cobatendo a condensação provocada pela respiração de cinco pessoas de todos os tamanhos. Agora  são os ouvidos que estão completamente tapados. Uma otite, portanto. O Mateus, que foi resistindo a pequenas ameaças gripais, aliviado da carga da escola e do stress da primeira Audição, sucumbiu à febre e tem passado o dia no sofá. O David e a pequenita vão menos mal, empilhando legos, vendo TV e brincando no iglo azul.
Este ano as coisas estão a ser bem diferentes, pelo menos para mim, aliviada do cargo de DT mas sentada em dez reuniões, à razão de noventa minutos cada, já nem sei o que prefiro. No entanto admito que esta escola tem coisas giras, como a camaradagem dos colegas que trazem para as reuniões as mais diversas iguarias para ajudar a animar o paladar de cada um, uma vez que a alma, essa, já só pensa no dia em que o pente fino libertar o último registozinho de avaliação.
Amanhã bem que poderá ser o último dia deste primeiro período. Depois, é começar a pensar no perú.

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