04/11/2017

Voltar à escrita?

Não tinha a certeza se ainda existia. Já não me lembrava sequer da password. Pensando porém na importância que tudo isto teve para mim há uns anos, resolvi procurar e assim retomar o acesso ao meu blogue.
Passaram quatro anos desde que chegámos ao Algarve. Na verdade, parecem muitos mais. A intensidade das experiências e sentimentos vividos, os altos e baixos que têm sido uma constante, os imprevistos que se multiplicam e a forma como tentamos encarar e viver toda esta realidade são responsáveis por esta sensação.
A nível profissional vou já na terceira escola. Quarteira, Faro e Lagoa  sendo que cada vez dobro o tempo para lá chegar. Engraçado como Deus faz as coisas. Será que se a ordem fosse a inversa eu teria sobrevivido aos primeiros meses desta grande mudança? Não creio. Tem também ajudado muito o facto de termos tomado a decisão de eu trabalhar em part time até a Rebeca ter doze anos caso contrário não sei como teria tempo para me organizar e fazer tudo o que faço.
Os miúdos estão bem. Aliás, estão ótimos. Se há quem goste mesmo disto são eles e acho que já não se vêem noutro lugar. Desde os colegas de escola ao grupo de jovens e amigos, as rotinas instalaram-se e eles estão mesmo muito felizes. É um descanso. Afinal, o coração deles define o compasso da batida do nosso e, se eles estão bem, nós não podemos desejar muito mais. Nisto tudo só podemos agradecer a Deus a forma como tem posto cada peça no seu lugar.
Se falar agora do nosso trabalho na igreja tenho muito para dizer mas, se calhar, há coisas que se devem guardar no coração como se estivessem numa caixinha e de lá só as tirar quando surgirem as palavras certas para as expressar ou corre-se de outra forma o risco de sair tudo ao contrário e induzir os leitores em erros ou confusões desnecessárias. Comparemos no entanto esse campo a um terreno de areias movediças em que se num dia estamos firmes, no seguinte parece que nos afundamos e quase não conseguimos vir à tona novamente. Atenção que nada há de negativo nesta afirmação. É apenas assim que me ocorre descrever a forma como o nosso trabalho se desenvolve aqui. Estou bem certa até que quem connosco partilha desta profissão, há-de achar o exemplo algo apropriado. Ou não.
É sábado à tarde e eu já escrevi mais do que pensava. Sinto-me algo enferrujada e pouco preparada para retomar as lides da escrita mas, como tudo, há que continuar.

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