05/12/2012

Não têm sido fáceis, os nossos dias.
Na minha escola, o Natal só agora chega. Há apatia. Há menos mãos para trabalhar. Há pouca vontade e muitas razões para isso. Há menos sorrisos nos corredores e mais queixas à porta fechada. No meu papel de todos os dias vou fazendo o que posso, levando aos alunos aquilo que sei, dando-lhes a diferença que a minha disciplina oferece...muitas vezes sem o retorno desejado.
Em casa amontoam-se as horas de estudo. O mais velho debaixo de olho para não se "estampar" nas Matemáticas, o horário dele cheio, os dias fora de casa, o pouco sorriso e o cansaço notório entristecem-me. Oxalá fora mais despachado, mais motivado...mas não. Estafo-me em conselhos e advertências, em métodos e metodologias, em rascunhos, resumos e sublinhados. Teve a quem sair e os genes têm a sua força nesta história bem contada. Se assim continuar, só lá para o fim do secundário acordará do torpor...
O do meio vai fazendo o que lhe compete, pouco de cada vez, tal como pouca é a exigência de quem o seu percurso escolar foi entregue nos últimos quatro anos.  Penalizo-me por não o ter tirado de lá. Há erros que se arrastam no tempo e se pagam com juros altíssimos. 
Da pequenita e da sua escolinha saem sorrisos. Afinal, escola que é escola oferece alegrias, momentos para recordar com agrado e gratidão. Muitas vezes, o mano mais velho refere-se a isto dizendo-lhe para aproveitar enquanto pode, porque daqui a um ano a coisa pode mudar. Triste como a escola pode ser, para alguns, um fardo tão difícil de carregar.


Update:
Chegaram as notas do mais velho a confirmar que a liberdade e confiança nem sempre podem ser oferecidas de mão beijada.
Portugues: 3
Ingles:5
Historia: 3
Geografia :3
Matemática: 3
Ciências naturais: 3
Educação visual: 2
Educação Física: 4
Coro:4
Percussão: 3
Formação Musical: 2

 

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