20/02/2011

Abrir as portadas das janelas e ver um dia solarengo, radiante e luminoso é meio caminho andado para me sentir bem e começar a manhã com um sorriso no rosto, especialmente depois da chuva e ventania que ontem não me permitiram sequer ir ao quintal. No entanto o meu destino hoje não foi diferente e acabei por ficar todo o dia aqui metida, por força de uma filha doentita e ainda mais exigente.
Enquanto o papá esteve fora com os manos, a pequenita, aborrecida e prostrada, acabou por adormecer no sofá o que me deu alguma liberdade para preparar as aulas da semana, pôr roupa a lavar, arrumar algumas coisas que teimam em sair do lugar e ainda estender a roupa lá fora. Ao olhar para os canteiros não resisti em cortar alguns rebentos de relva e plantá-los onde fazem mais falta mas, a tosse da pequenita acordou-a e eu já não consegui fazer muito mais do que dar-lhe atenção.
A tarde não trouxe melhoras. A tosse tem-se intensificado e a medicação não parece estar a fazer grande efeito. Lá fora o sol já não brilha, a roupa não secou toda e o céu está cinzento de nuvens ameaçadoras. Um bolo de chocolate saiu do forno e as chávenas encheram-se de chá quentinho.
Era bom que amanhã o sol brilhasse outra vez.

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