Não tem sido fácil gerir o que me vai na mente, ultimamente. Na mente e no coração!
A espera tem sido dolorosa mas as confirmações vão chegando, pouco a pouco.
Na quinta-feira, recebemos um telefonema da Missão que, após algumas semanas de análise da nossa candidatura, tomou a decisão de nos aceitar.
No culto de Páscoa, já no Algarve, foi o meu marido que ministrou a Palavra, tanto de manhã na reunião Internacional, como à noite na reunião em português. Fomos muito bem acolhidos e recebemos da parte dos irmãos um encorajamento tão grande que só nos apetecia lá continuar, tornando o regresso a casa um pouco doloroso.
Como já disse, as peças do puzzle vão encaixando e os imensos pormenores vão sendo acertados, pouco a pouco.
Neste momento aguardamos expectantes a confirmação sobre a casa onde possivelmente vamos morar e que, curiosamente é a mesma onde o trabalho missionário naquela zona começou, há mais de trinta anos! Se assim for, o círculo fica completo: a igreja começou ali, com portugueses, desenvolveu sobretudo o lado internacional e agora, connosco, querendo Deus, terá lugar, finalmente, o desenvolvimento do lado português, como resposta às orações de tantos crentes locais que querem ter os seus cultos na sua língua.
Está na altura de começarmos a divulgar a nossa saída da nossa igreja local, o abandono do emprego do meu marido e o meu concurso (destacamento...?) para terras algarvias.

