A "melhor dieta" é ter um aparelho ortodôntico.
Quatro quilos perdidos e ainda só tenho nos dentes de baixo!
05/01/2013
03/01/2013
Chegou o Novo Ano.
Muitas coisas continuam na mesma.
Muitos dos problemas com os quais nos debatemos há já mais de três meses persistem.
A esperança de que tudo se vai resolver da melhor maneira também.
Será porventura um ano de mudança, este.
A chamada para o ministério faz-se ouvir. A alegria com que abraçamos este novo desafio também. No entanto há aquele monstro horrível chamado medo...tentando minar..tentando tomar posse dos nossos sentidos... sussurrando que não somos capazes...
É normal ter medo de mudar? Decerto que é. Tão normal quanto empurrar a porta fechada num corredor escuro, mesmo sabendo que do outro lado sabemos haver luz. Tão normal quanto o calafrio que nos percorre a espinha quando abrimos a persiana e só vemos nevoeiro, sabendo que afinal, horas depois seremos capazes de ver com nitidez.
Mas a certeza é maior que a dúvida e, este Novo Ano, querendo Deus, será um ano maravilhoso.
Muitas coisas continuam na mesma.
Muitos dos problemas com os quais nos debatemos há já mais de três meses persistem.
A esperança de que tudo se vai resolver da melhor maneira também.
Será porventura um ano de mudança, este.
A chamada para o ministério faz-se ouvir. A alegria com que abraçamos este novo desafio também. No entanto há aquele monstro horrível chamado medo...tentando minar..tentando tomar posse dos nossos sentidos... sussurrando que não somos capazes...
É normal ter medo de mudar? Decerto que é. Tão normal quanto empurrar a porta fechada num corredor escuro, mesmo sabendo que do outro lado sabemos haver luz. Tão normal quanto o calafrio que nos percorre a espinha quando abrimos a persiana e só vemos nevoeiro, sabendo que afinal, horas depois seremos capazes de ver com nitidez.
Mas a certeza é maior que a dúvida e, este Novo Ano, querendo Deus, será um ano maravilhoso.
14/12/2012
05/12/2012
Não têm sido fáceis, os nossos dias.
Na minha escola, o Natal só agora chega. Há apatia. Há menos mãos para trabalhar. Há pouca vontade e muitas razões para isso. Há menos sorrisos nos corredores e mais queixas à porta fechada. No meu papel de todos os dias vou fazendo o que posso, levando aos alunos aquilo que sei, dando-lhes a diferença que a minha disciplina oferece...muitas vezes sem o retorno desejado.
Em casa amontoam-se as horas de estudo. O mais velho debaixo de olho para não se "estampar" nas Matemáticas, o horário dele cheio, os dias fora de casa, o pouco sorriso e o cansaço notório entristecem-me. Oxalá fora mais despachado, mais motivado...mas não. Estafo-me em conselhos e advertências, em métodos e metodologias, em rascunhos, resumos e sublinhados. Teve a quem sair e os genes têm a sua força nesta história bem contada. Se assim continuar, só lá para o fim do secundário acordará do torpor...
O do meio vai fazendo o que lhe compete, pouco de cada vez, tal como pouca é a exigência de quem o seu percurso escolar foi entregue nos últimos quatro anos. Penalizo-me por não o ter tirado de lá. Há erros que se arrastam no tempo e se pagam com juros altíssimos.
Da pequenita e da sua escolinha saem sorrisos. Afinal, escola que é escola oferece alegrias, momentos para recordar com agrado e gratidão. Muitas vezes, o mano mais velho refere-se a isto dizendo-lhe para aproveitar enquanto pode, porque daqui a um ano a coisa pode mudar. Triste como a escola pode ser, para alguns, um fardo tão difícil de carregar.
Update:
Chegaram as notas do mais velho a confirmar que a liberdade e confiança nem sempre podem ser oferecidas de mão beijada.
Portugues: 3
Ingles:5
Historia: 3
Geografia :3
Matemática: 3
Ciências naturais: 3
Educação visual: 2
Educação Física: 4
Coro:4
Percussão: 3
Formação Musical: 2
26/11/2012
12/11/2012
Nas últimas duas semanas tenho experimentado mais sentimentos diferentes do que em todo o último ano. Do friozinho excitante no estômago, à pancada seca da tristeza e desilusão. Da alegria pelo que está para vir, à preocupação pelo que está a acontecer neste presente. E, se num momento, os dias correm céleres, noutros são tão lentos e exaustivos.
28/10/2012
26/10/2012
25/10/2012
Semana cansativa esta.
Agora sim, posso dar-me ao luxo de descansar um pouco.
Se a rotina diária e o horário de aulas já me deixa com pouca energia, acrescente-se-lhe dez reuniões intercalares e duas visitas ao dentista para a coisa descer ao limiar da exaustão.
Hoje, por exemplo, dei três aulas, fui à clinica de radiologia fazer uma radiografia panorâmica e uma telerradiografia, levei os exames ao dentista, fui almoçar e corri novamente ao dentista para começar a preparar a boca para o que aí vem. A caminho de casa passei pela loja para comprar uns materias com os quais pudesse fazer o projeto para a escola da pequenita. Regressei a casa para buscar a Rebeca e levá-la comigo para a reunião intercalar. De volta a casa dei-lhe banho e cortei-lhe o cabelo.
Para não atrasar a tarefa, meti mãos e fiz a abóbora que ela terá de levar para a exposição da semana que vem.Agora sim, posso dar-me ao luxo de descansar um pouco.
12/10/2012
Das ideias a mil...
Se soubesse escrever bem...ah se soubesse...!
Arranjava nas letras o escape, nas vírgulas a pausa, nos pontos o final.
Se assim soubesse organizar linhas em frases coesas, sem no sentido me perder...se conseguisse transmitir nelas apenas um fio do pensamento, como teria tanto para dizer.
Se na fluidez da prosa ou no lirismo dos versos me perdesse, qual maré que tudo arrasta, sem piedade, quão mais leve estaria agora o coração. Mas não. Não sei fazê-lo. Tão pouco sei desenrolar este novelo que de tão enleado me custa a encontrar o fim, ou o começo.
Vejo nas nuvens o sinal. Correm ao sabor do vento, fogem na tempestade, enegrecem e chovem como lágrimas. Ou como a corrente do rio que nunca banha as margens com a mesma água, porque a primeira já vai longe, procurando outro leito, procurando o mar.
Também assim corro atrás da palavra, sem nunca a encontrar, sem nunca lhe atribuir significado mas sempre sabendo onde o significante encontrar.
Se soubesse escrever bem, ah se soubesse!
Mas ainda não sei, ainda não encontrei a resposta à pergunta ou a pergunta à resposta.
E com tantas voltas, avessos e reviravoltas, já me perdi outra vez neste texto desconexo e sem contexto.
Arranjava nas letras o escape, nas vírgulas a pausa, nos pontos o final.
Se assim soubesse organizar linhas em frases coesas, sem no sentido me perder...se conseguisse transmitir nelas apenas um fio do pensamento, como teria tanto para dizer.
Se na fluidez da prosa ou no lirismo dos versos me perdesse, qual maré que tudo arrasta, sem piedade, quão mais leve estaria agora o coração. Mas não. Não sei fazê-lo. Tão pouco sei desenrolar este novelo que de tão enleado me custa a encontrar o fim, ou o começo.
Vejo nas nuvens o sinal. Correm ao sabor do vento, fogem na tempestade, enegrecem e chovem como lágrimas. Ou como a corrente do rio que nunca banha as margens com a mesma água, porque a primeira já vai longe, procurando outro leito, procurando o mar.
Também assim corro atrás da palavra, sem nunca a encontrar, sem nunca lhe atribuir significado mas sempre sabendo onde o significante encontrar.
Se soubesse escrever bem, ah se soubesse!
Mas ainda não sei, ainda não encontrei a resposta à pergunta ou a pergunta à resposta.
E com tantas voltas, avessos e reviravoltas, já me perdi outra vez neste texto desconexo e sem contexto.
10/10/2012
Balanço dos últimos dias
Outubro começou bem, com o (tão) ansiado feriado do dia cinco passado com amigos queridos num circuito pela capital que começou no Parque das Nações e terminou no cimo do Cristo-Rei.
As conversas que temos tido nestes doze anos de amizade têm vindo a tomar outros contornos nos últimos tempos. Se no passado ansiavamos apenas pela próxima vez que passaríamos algum tempo juntos, agora fazemos projetos e acreditamos neles, achando que desta vez as coisas poderão realmente materializar-se.
Se as coisas continuarem a ir nesta direção, a qual não estamos a forçar mas que se nos apresenta com alguma objetividade embora com a forma de desafio, é possível que as coisas mudem radicalmente por aqui.
É tempo de orar, aguardar, ser paciente...
É tempo de orar, aguardar, ser paciente...
Na escola as coisas vão andando, devagar. Está a ser bom o regresso ao modelo de organização curricular anterior, com aulas de cinquenta minutos em vez dos horríveis noventa. É tambem bom poder estar com cada turma duas vezes por semana em vez de os ver apenas uma vez na mesma.
Os quintos anos são uma "mão-cheia". Miúdos bastante irrequietos embora também interessados. A parte mais aborrecida é quando vemos que cada vez mais trazem as regras menos definidas, especialmente no que toca à forma de falar e estar. Os pais deste país, na sua grande maioria, estão cada vez mais a desinvestir na educação básica, do dia a dia e isto nota-se de ano para ano. É aqui que, como mãe, me orgulho da educação que dou aos meus filhos pois, até agora, da boca das suas professoras só oiço louvores pela forma como se comportam nas aulas e se dirigem aos adultos, sempre com respeito e educação.
Espero que assim continuem.
04/10/2012
Outubro
Gosto um pouco mais deste Outubro do que dos outros.
A ânsia de ver findo o mês de todas as tristezas, trouxe-me com agrado e expectativa a nova estação.
Preciso de novos começos, novas cores, novas formas de encarar o trilho diário e as rotinas a que pela força da escolha me entreguei.
Preciso do otimismo simples de quem se perde nos dias sem lhes apontar o dedo da censura, encarando cada passada como um rumar a coisas novas e boas.
Quero acreditar que daqui para a frente só o melhor pode acontecer.
A ânsia de ver findo o mês de todas as tristezas, trouxe-me com agrado e expectativa a nova estação.
Preciso de novos começos, novas cores, novas formas de encarar o trilho diário e as rotinas a que pela força da escolha me entreguei.
Preciso do otimismo simples de quem se perde nos dias sem lhes apontar o dedo da censura, encarando cada passada como um rumar a coisas novas e boas.
Quero acreditar que daqui para a frente só o melhor pode acontecer.
27/09/2012
Não tenho sabido explicar muito bem o tipo de sentimentos que nutro em relação à escola onde estou pelo terceiro ano consecutivo. Já a detestei, é um facto. Já me senti à parte, alheia e deslocada, ansiando pela hora de poder voltar, enfim, à escola onde pertenço. Já lá passei outros momentos, nem bons nem mais, pouco merecedores de classificação pelo pouco que me deram ou, quem sabe, pelo pouco que eu própia lhes dei. Não sei muito bem quando é que a mudança se deu mas houve, decerto, um minuto, ou fragmento dele, em que o gostar, porventura antes sublimado, acabou por vir à tona.
E, surpresa das surpresas, estranhei tanto quando hoje, uma amiga da escola a que pertenço me perguntou: "então, já gostas mais da tua escola?"
E, surpresa das surpresas, estranhei tanto quando hoje, uma amiga da escola a que pertenço me perguntou: "então, já gostas mais da tua escola?"
26/09/2012
As minhas turmas provam-me não serem fáceis de trabalhar. As que já conhecia vieram diferentes, crescidas em número, altura e insoburdinação, não acatando de ânimo leve as recomendações nem se prestando a grandes esforços. As novas, perdoem-me o verbo, estão ainda por "domesticar"sabendo eu desde já que sobejas horas serão perdidas com a afirmação e reafirmação de regras e procedimentos.
Passou-se hoje a quarta feira, meio da semana letiva e já estou no fim das forças, no entanto, renovo-me no conforto da casa e no encontro dos que me são queridos.
Passou-se hoje a quarta feira, meio da semana letiva e já estou no fim das forças, no entanto, renovo-me no conforto da casa e no encontro dos que me são queridos.
24/09/2012
21/09/2012
Passaram rápido estes três dias que constituíram a minha primeira semana de aulas.
Tenho dez turmas e cerca de duzentos e cinquenta alunos cujos nomes vou demorar a conhecer e, se é verdade que ter um bom horário ajuda à motivação, a agonia e o medo de não conseguir dar conta do recado, toldam-me um pouco a perspetiva
Continuo a gostar do que faço, sim, mas, por outro lado, gostaria de experimentar algo novo.
Tenho dez turmas e cerca de duzentos e cinquenta alunos cujos nomes vou demorar a conhecer e, se é verdade que ter um bom horário ajuda à motivação, a agonia e o medo de não conseguir dar conta do recado, toldam-me um pouco a perspetiva
Continuo a gostar do que faço, sim, mas, por outro lado, gostaria de experimentar algo novo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

