02/08/2011

11 anos de mãe

31/07/2011

É amanhã...

É amanhã

É amanhã dia 1 de Agosto

E tudo em mim é um fogo posto

Sacola ás costas, cantante na mão

Enterro os pés no calor do chão

É tanto o sol pelo caminho

Que vendo um, não me sinto sozinho



Todos os anos, em praias diferentes

Se buscam corpos sedosos e quentes



Adoro ver a praia dourada

O estranho brilho da areia molhada

Mergulho verde nas ondas do mar

Procuro o fundo p´ra lhe tocar

Estendido ao sol, sem nada dizer

Sorriso aberto de puro prazer



Todos os anos, em praias diferentes

Se buscam corpos sedosos e quentes



Letra: Tim

Música: Xutos & Pontapés



30/07/2011

O meu filho mais velho é de longe o mais emotivo de todos. Todos os anos, ao regressar dos acampamentos, chora dias a fio, contando e recontando todos os momentos vividos, pormenor a pormenor, partilhando connosco cada pedacinho do precioso tempo lá passado.
Hoje, enquanto nos divertíamos em família nas piscinas, ele ali estava, de cabeça baixa para não lhe vermos as lágrimas. Lágrimas de saudade.

Os filhotes já cá estão todos outra vez. Fomos buscá-los ao ABS e acabámos por passar o dia na piscina.

27/07/2011

Chegou, finalmente!

26/07/2011

Da escola

Disse-me há pouco o "boss" que vou lá continuar para o ano.

25/07/2011

O meu último dia de trabalho na escola foi há uma semana, no entanto, em casa, tive uns dias complicados a ultimar o relatório para a minha avaliação, o que não me permitiu sentir-me de férias.
Hoje, por fim, após a última reunião na escola, posso dizer que estou de férias!
Agora vou ali preparar-me para um jantar com alunos e professores de uma das minhas turmas.

24/07/2011

Começou ontem a "camp season", com os miúdos de malas prontas para o ABS e muita vontade de ir! Curiosamente, o calor chegou  ao mesmo tempo e, após um Julho como nunca visto, as temperaturas dispararam, especialmente em solo Alentejano onde já passava dos trinta graus!

19/07/2011

Não gosto de conduzir; faço um drama se tenho de ir de carro para qualquer lado que não conheço bem; cravo boleia ao meu marido só pra não ter de ser eu a guiar, no entanto, agora que estou sem carro por uns dias, sinto-me como se tivesse as pernas cortadas.
Faz falta. Faz.

14/07/2011

E depois do ontem, continua a haver um hoje.
É respirar. Mastigar o sapo e enguli-lo.
O pior de tudo não é o sabor do sapo. É ter de sorrir e tentar continuar como se nada fosse. Porque o trabalho não se faz sozinho e há tanto, mas tanto, por fazer.


Ps. Coleguinhas que me lêem, nem perguntem porque eu não vou responder!

13/07/2011

Ah, e qualquer dia privatizo o blog.
Ás vezes, detesto ter razão.
É só isto.

12/07/2011

Avaliação do David

É sempre com alguma apreensão que saio de casa para ir às reuniões na escola do David. É todavia maior, aquela com que saio de lá. Apesar de eu gostar da professora dele, apesar do registo de avaliação ter as cruzinhas todas à direita, sem exceção, apesar de ser nomeado como um dos melhores alunos da turma, apesar de alguns acharem infundado o meu receio, o que é certo é que parece que as coisas não batem certo. Tenho tentado negociar com ele a transferência para a escola do irmão, aquela onde lecionei o ano passado e onde reconheço melhor qualidade de ensino, no entanto, sempre que o assunto é abordado, não há sangue e suor... mas há lágrimas, muitas lágrimas, de tal forma que transijo, cedo, conforto a cria e abandono os pensamentos até nova investida.
É tão difícil ser mãe. É tão difícil ser professora e mãe, ao mesmo tempo.
De maneiras que é isto. Não o transferi. Vai para o teceiro ano e, proventura, acabará o primeiro ciclo ali mesmo. No quinto ano porém, a conversa vai ser diferente.
Ai vai.

11/07/2011

Se por um lado a última semana foi agitada e trabalhosa, em comparação com anterior que nos deu alguma calma, por outro parece que me deixou cá dentro um misto de sensações um tudo ou nada difíceis de explicar. A casa andou bem mais silenciosa, com dois filhotes fora todo o dia, envolvidos no Musical Camp da Adonia, uma grande estreia para o do meio, já que o mais velho participara há dois anos.Senti-lhes a falta, claro que sim mas, os momentos a sós com a minha pequenita foram singulares. Ter-me só para ela fez a diferença e a cumplicidade que se estabeleceu foi sem dúvida inigualável.
A nível de trabalho fiz as coisas ao meu ritmo, passando pela escola quase diariamente mas sem grandes pressas. Já na sexta-feira a coisa mudou um pouco de figura e tive de meter mãos à obra, fazer uma reunião de grupo com acta e relatório para entregar à Cooordenadora.
Os fins de tarde foram sempre muito bons: jantar fora com a princesa, dar uma volta e ir assistir com uma alegria vibrante aos concertos onde os filhos mais velhos participaram!
Hoje começa mais uma semana. Daqui a pouco vou à escola entregar dois relatórios de avaliação das estruturas intermédias e verificar se o calendário de tarefas já foi afixado. Os rapazes continuam fora, desta vez em Lisboa, com os amigos Lucas, Moisés e o pequeno Ismael - a minha amiga Sandra vai saber o que é ser mãe de cinco rapazes durante dois dias!

...

01/07/2011

Dois dias inteiros sem ir à escola?
Não estou nada habituada a isto!

***

Palpita-me que vai ser sol de pouca dura.

30/06/2011

Da avaliação final do mais velho

Saíram hoje as notas do meu filhote mais velho.

Aqui vão elas:

LP-3
Inglês - 5
HGP - 4
Matemática-4
CN - 4
EVT - 4
EF - 4
Instrumento - 5
Formação Musical - 3
Classe de Conjunto - 4
Área de Projecto - SB
Formação Cívica - SB

29/06/2011

10 de 10

Estou, espero eu, na décima e última reunião de avaliação deste ano lectivo, caso não haja a surpresa de algum recurso ou avaliação extraordinária, que isto de dar notas nem sempre é muito linear e roça até o obscuro. Nunca houve tanto sucesso. A luz verde do semáforo das passagens é contínua. Não há stops; as ultrapassagens são muitas vezes feitas sobre traços contínuos e a elas todos fechamos os olhos qual polícias de um sistema viciado. Temos de ser assim pois assim nos obrigam a ser.As nossas decisões são fictícias...virtuais. Não há volta a dar e as contas podem dar sempre certo. Basta querer.

25/06/2011

Passaram mais de vinte anos, a escola já tinha acabado e o calor era o mesmo de hoje. Ainda não batiam as três horas e já nós íamos pelo caminho de terra estreito, por detrás do cemitério, rumo à praia que havia então. Eram quinze minutos que se faziam depressa, entre risinhos, com algumas quedas à mistura e picos nos pés. À chegada, todas as caras eram conhecidas. Estendíamos a toalha num mar de cascas de ostra brancas e vazias e conchas de berbigão, bem perto da água, com a distância bem calculada e ditada pela subida da maré. Sabíamos as marés de cor e ansiávamos pelos dias em que  avançava de tal maneira que formava uma lagoa mesmo a meio da praia. Nesses dias, a praia ficava pequena e parecia mais cheia e, no pontão, havia pescaria e mergulhos de cabeça. Ao longe, os grandes barcos azuis levavam e traziam gente do Barreiro ao Terreiro do Paço e provocavam uma ligeira ondulação que recebíamos com agrado.
A maré vazia trazia também os seus encantos. Não conseguíamos chegar à água por causa do lodo mas, no meio dele encontrávamos berbigão que punhamos num balde e que levávamos para casa para comer ao fim do dia. Nesses dias chegávamos sujos e cansados.
Não ansiávamos pelas verdadeiras praias de mar, apesar da Caparica e Sesimbra estarem ali tão perto com quilómetros e quilómetros de areia branquinha, água impoluta. Essas eram-nos permitidas apenas ao fim de semana, quando o pai nos levava bem cedinho. Também era bom mas não era o mesmo. A nossa praia era aquela, com pulgões que pareciam pequenos camarões a saltar na areia , cortes nos pés e barriga às voltas por engulir água suja.
Tempos bons, aqueles.





21/06/2011

Há 15 anos...

...chegava o Barry a Portugal, trocando a sua chuvosa e fria Ilha Esmeralda, por um lugar ao sol.
Continuo grata por ele e pela decisão que tomou.

20/06/2011

Tentando servir o nosso Deus. Mais e melhor.