Já estou rouca outra vez. Rouca e cansada.
Já são mais de catorze os meus anos de ensino na escola pública e este, pela primeiríssima vez, sou arrastada para o Carnaval. Foi hoje o segundo ensaio, debaixo de um sol abrasador que queimava a "moleirinha"e que me deixou neste estado. Amanhã é o desfile e o meu nome aparece na lista como fazendo parte do coro e da percussão. Eu não pedi, eu não fiz nada por isso mas o meu nome está mesmo lá e eu não posso faltar.
Ora bolas.
03/03/2011
Carnaval #1
Não me lembro de estarmos a três de Março e o Carnaval ainda não ter passado. Lembro-me porém que neste dia, há muitos, muitos anos atrás, passeava de barco com os meus pais e uns amigos na Ria Formosa, com direito a banhos e tudo, tal era o calor que se fazia sentir nesse Carnaval. Foi dos melhores, até agora.
28/02/2011
27/02/2011
26/02/2011
Ontem o médico veio novamente cá a casa, desta vez para ver os exames que me mandou fazer há uns tempos. O resultado é um pouco preocupante: estou com o sistema imunitário muito enfraquecido e os gânglios linfáticos um pouco aumentados, o que se traduz no cansaço que tenho sentido ultimamente . Mandou-me descansar ao máximo, embora ao mesmo tempo tenha lançado um olhar aos três filhotes que brincavam na sala e acrescentado "eu sei que é complicado, com a sua profissão e os filhos...". De maneiras que é isto...nada de novo.
25/02/2011
Mas será que vou ter de andar com uma tabuleta pendurada ao pescoço a dizer: "Não posso cantar"???? É que hoje, na escola, não obstante todos os meus "nãos", arrastaram as minhas turmas para o campo de jogos, ao sol, para ensaiar quadras de Carnaval para o desfile. E eu, por ser a professora de música deles estive de estar presente e ajudar nessa tarefa execrável!
Detesto o Carnaval!
Detesto o Carnaval!
24/02/2011
Depois de alguns dias em casa acompanhando filhotes doentes, hoje tive de regressar ao trabalho. Apesar de ter custado um pouco retomar a rotina e concentrar-me nas tarefas com os alunos, as coisas correram bem e as aulas passaram num instantinho. Em menos de nada estava novamente em casa mas o tempo ameno e o sol brilhante pareciam convidar-me a sair novamente. Assim foi. Com os miúdos todos fora aproveitei para sair e realizar algumas tarefas que tinha andado a adiar e como ainda me sobrou tempo até à reunião intercalar do fim da tarde, aceitei o convite de uma colega e fui à minha escola antiga.
Engraçado como entrei e saí sem ninguém estranhar a minha presença, como se ainda lá trabalhasse e o meu tempo não fosse já passado."Olá professora"; boa tarde "stora", ouvi por várias vezes. Quase automaticamente dirigi-me à sala de música e entrei. Era aquela a minha sala. As cadeiras e mesas ainda na mesma disposição do ano anterior, os posters que pendurei, os enfeites que lá deixei, tudo igual. A minha colega na outra ponta, fazendo o mesmo trabalho que faço todos os dias também estava lá e para ela olhavam vinte e oito meninos, como os meus.
Conversámos muito, partilhámos dúvidas, angústias, problemas do dia-a-dia escolar. A conversa foi tanta que deixámos passar o intervalo e a próxima turma começou a entrar. Era uma turma minha mas agora já de meninos grandes. Como apenas alguns meses fazem a diferença! Beijinhos e mais beijinhos, perguntas e mais perguntas, "porque é que se foi embora, stora?"E difícil que foi responder...
Lá saí. Tive de voltar à minha escola. Ao meu presente.
Engraçado como entrei e saí sem ninguém estranhar a minha presença, como se ainda lá trabalhasse e o meu tempo não fosse já passado."Olá professora"; boa tarde "stora", ouvi por várias vezes. Quase automaticamente dirigi-me à sala de música e entrei. Era aquela a minha sala. As cadeiras e mesas ainda na mesma disposição do ano anterior, os posters que pendurei, os enfeites que lá deixei, tudo igual. A minha colega na outra ponta, fazendo o mesmo trabalho que faço todos os dias também estava lá e para ela olhavam vinte e oito meninos, como os meus.
Conversámos muito, partilhámos dúvidas, angústias, problemas do dia-a-dia escolar. A conversa foi tanta que deixámos passar o intervalo e a próxima turma começou a entrar. Era uma turma minha mas agora já de meninos grandes. Como apenas alguns meses fazem a diferença! Beijinhos e mais beijinhos, perguntas e mais perguntas, "porque é que se foi embora, stora?"E difícil que foi responder...
Lá saí. Tive de voltar à minha escola. Ao meu presente.
22/02/2011
Inglês vs Português
A mais de meio do segundo período e o mais velho traz para casa o primeiro Satisfaz. A Língua Portuguesa. Em quase todas as disciplinas, e especialmente a Inglês, tem tido Excelente.
Esá confirmado. Prefere a língua de Shakespeare à de Camões.
Esá confirmado. Prefere a língua de Shakespeare à de Camões.
Com a pequenita doente desde quinta-feira e depois da medicação costumeira não fazer nada, ontem levei-a ao hospital. Arrastei comigo o David que entretanto se andava a queixar de umas borbulhitas chatas e que aparentemente estavam a alastrar.
No atendimento permanente diagnosticaram uma amigdalite à pequena e mandaram-me marcar consulta de Dermatologia para o David. Como ainda era cedo, lá fomos e conseguimos logo consulta. O médico surpreendeu-nos ao dizer que as borbulhas faziam parte de um quadro de virose dermatológica altamente contagiosa e com uma única cura possível: a curetagem. Uma vez que já lá estávamos, achei por bem fazermos logo tudo em vez de agendar para outro dia e alimentar a ansiedade. Anestesiaram o miúdo com uma pomada e ali ficou na marquesa mais de meia-hora. Chegado o médico, explicou melhor o procedimento e em cinco minutos "raspou" todas as borbulhinhas a um David que se portou lindamente. A pequena também esteve sempre sossegada e as coisas correram muito bem nas duas horas em que estivémos no hospital.
Foi uma pequena aventura para começar bem esta semana.
No atendimento permanente diagnosticaram uma amigdalite à pequena e mandaram-me marcar consulta de Dermatologia para o David. Como ainda era cedo, lá fomos e conseguimos logo consulta. O médico surpreendeu-nos ao dizer que as borbulhas faziam parte de um quadro de virose dermatológica altamente contagiosa e com uma única cura possível: a curetagem. Uma vez que já lá estávamos, achei por bem fazermos logo tudo em vez de agendar para outro dia e alimentar a ansiedade. Anestesiaram o miúdo com uma pomada e ali ficou na marquesa mais de meia-hora. Chegado o médico, explicou melhor o procedimento e em cinco minutos "raspou" todas as borbulhinhas a um David que se portou lindamente. A pequena também esteve sempre sossegada e as coisas correram muito bem nas duas horas em que estivémos no hospital.
Foi uma pequena aventura para começar bem esta semana.
Acontece todos os anos
Uma pessoa passa o primeiro período assim "na boa", com energia, dinâmica, até faz umas coisas giras com os alunos e tal, distribui uma carrada de boas notas e cai o pano. Clap, clap, clap.
O segundo período chega entretanto. Menos energia, os pés arrastam-se pelos corredores fora, os miúdos vêm preguiçosos do Natal e nós também. Chegam as intercalares e vemos que os bons eram apenas uma miragem e que o que está a dar é ser mediano. Afinal Satisfaz é 3, e 3 dá para passar, certo? Seja.
São assim os meus alunos.
O segundo período chega entretanto. Menos energia, os pés arrastam-se pelos corredores fora, os miúdos vêm preguiçosos do Natal e nós também. Chegam as intercalares e vemos que os bons eram apenas uma miragem e que o que está a dar é ser mediano. Afinal Satisfaz é 3, e 3 dá para passar, certo? Seja.
São assim os meus alunos.
20/02/2011
Abrir as portadas das janelas e ver um dia solarengo, radiante e luminoso é meio caminho andado para me sentir bem e começar a manhã com um sorriso no rosto, especialmente depois da chuva e ventania que ontem não me permitiram sequer ir ao quintal. No entanto o meu destino hoje não foi diferente e acabei por ficar todo o dia aqui metida, por força de uma filha doentita e ainda mais exigente.
Enquanto o papá esteve fora com os manos, a pequenita, aborrecida e prostrada, acabou por adormecer no sofá o que me deu alguma liberdade para preparar as aulas da semana, pôr roupa a lavar, arrumar algumas coisas que teimam em sair do lugar e ainda estender a roupa lá fora. Ao olhar para os canteiros não resisti em cortar alguns rebentos de relva e plantá-los onde fazem mais falta mas, a tosse da pequenita acordou-a e eu já não consegui fazer muito mais do que dar-lhe atenção.
A tarde não trouxe melhoras. A tosse tem-se intensificado e a medicação não parece estar a fazer grande efeito. Lá fora o sol já não brilha, a roupa não secou toda e o céu está cinzento de nuvens ameaçadoras. Um bolo de chocolate saiu do forno e as chávenas encheram-se de chá quentinho.
Era bom que amanhã o sol brilhasse outra vez.
Enquanto o papá esteve fora com os manos, a pequenita, aborrecida e prostrada, acabou por adormecer no sofá o que me deu alguma liberdade para preparar as aulas da semana, pôr roupa a lavar, arrumar algumas coisas que teimam em sair do lugar e ainda estender a roupa lá fora. Ao olhar para os canteiros não resisti em cortar alguns rebentos de relva e plantá-los onde fazem mais falta mas, a tosse da pequenita acordou-a e eu já não consegui fazer muito mais do que dar-lhe atenção.
A tarde não trouxe melhoras. A tosse tem-se intensificado e a medicação não parece estar a fazer grande efeito. Lá fora o sol já não brilha, a roupa não secou toda e o céu está cinzento de nuvens ameaçadoras. Um bolo de chocolate saiu do forno e as chávenas encheram-se de chá quentinho.
Era bom que amanhã o sol brilhasse outra vez.
19/02/2011
Sonhos
Talvez pelo facto de os meus amigos e compadres M. e M. terem ontem sido papás pela segunda vez, o que é certo é que esta noite sonhei que estava novamente grávida. Mas não era só eu, a Rute também estava, tal como da terceira gravidez em que partilhámos 8 meses de gestação. Meus amigos, que sonho estranho! Enquanto que a Rute me dizia que tinha sido tudo planeado, eu só pensava como é que aquilo me podia ter acontecido...mas mais...o meu medo era ter de contar à minha mãe e ter de ouvi-la dizer que eu, aos 38 anos já não tenho idade para me meter nisso e que, imagine-se, a nossa carrinha só tem cinco lugares e que agora teria de arranjar um veículo maior!!
A Rute estava muito segura de si. Eu estava em pânico.
Apesar de achar muito giro e tudo, e tudo, acho que ter quatro filhos não é para mim. Falta-me a paciência, o tempo, a disponibilidade, a segurança e tantos outros nomes do dicionário da vida.
- - - - - - - - - - - - - - -
Mas...como seria o quarto?
;)
A Rute estava muito segura de si. Eu estava em pânico.
Apesar de achar muito giro e tudo, e tudo, acho que ter quatro filhos não é para mim. Falta-me a paciência, o tempo, a disponibilidade, a segurança e tantos outros nomes do dicionário da vida.
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Mas...como seria o quarto?
;)
18/02/2011
17/02/2011
Férias
Segundo período de férias de Verão já marcado.
Só falta ocupar mais uma semana.
Ai como é bom planear o Verão.
(E que corra tudo bem, se DEus quiser!)
Só falta ocupar mais uma semana.
Ai como é bom planear o Verão.
(E que corra tudo bem, se DEus quiser!)
E lá fui eu ontem permitir que a médica me enfiasse um tubo de fibra ótica pelo nariz adentro e me inspeccionasse as cordas vocais e mais...ainda lhes tirou fotos! Parece que uma das cordas está a querer engrossar e tem um nódulo à espreita. Coisa pouca mas que requer tratamento urgente. Próximo passo: Terapia da fala.
Ah...e depois de 38 anos de existência dizem-me que tenho um desvio no septo nasal. Nariz torto, é o que é.
Ah...e depois de 38 anos de existência dizem-me que tenho um desvio no septo nasal. Nariz torto, é o que é.
14/02/2011
Não costumo ligar muita importância ao dia dos namorados mas, nem sempre foi assim. Houve tempos em que passar este dia sem ter uma companhia era garantia de sentimentos de grande tristeza e frustração. Verdade. Lembro-me de andar na escola secundária e ver algumas colegas exibirem os ursinhos de peluche, muito kitsch mas que, para adolescentes como eu, eram um presente e peras! Lembro-me também dos namoros que começavam neste dia, dos muitos novos pares que enchiam os recantos da escola, dos sorrisinhos e alguns gritinhos mais histéricos a anunciarem um S.Valentim generoso embora, quase sempre, fugaz.
O fim do dia era então a estocada final: vir para casa com a memória vazia e o coração apertado era sinónimo de lágrimas quase certas e de um sentimento horrível a apoderar-se de mim. Quase sempre pensava: mais um ano e eu sem namorado. E foi assim muitos anos.
Já mais tarde, na faculdade, aconteceu-me uma coisa curiosa: receber em casa, por um estafeta, um enorme ramo de rosas vermelhas, com cartão mas sem assinatura e não perceber se quem as tinha enviado era o ex-namorado com quem acabara recentemente, ou um colega que gostava de mim...
Acho que só voltei a celebrar o dia no meu último ano de faculdade, pelo telefone, numa alegria quase extasiante ao ouvir a voz do Barry do outro lado da linha, tão longe, a tantos milhares de quilómetros...mas ao mesmo tempo perceber que era aquele o sentimento real de quem por fim ama alguém verdadeiramente. No ano após esse já o passámos juntos e, dois anos depois, no mesmo dia, ele pedia-me em casamento oferecendo-me um anel.
Depois de casados poucas vezes saímos neste dia. Ora o trabalho, ora os horários sempre desencontrados, ora um filho, outro e outro...
Quanto a hoje. Bem, hoje reservámos uma mesa num restaurante japonês novinho a estrear. Vamos ver se a Rebeca nos deixa namorar um bocadinho.
O fim do dia era então a estocada final: vir para casa com a memória vazia e o coração apertado era sinónimo de lágrimas quase certas e de um sentimento horrível a apoderar-se de mim. Quase sempre pensava: mais um ano e eu sem namorado. E foi assim muitos anos.
Já mais tarde, na faculdade, aconteceu-me uma coisa curiosa: receber em casa, por um estafeta, um enorme ramo de rosas vermelhas, com cartão mas sem assinatura e não perceber se quem as tinha enviado era o ex-namorado com quem acabara recentemente, ou um colega que gostava de mim...
Acho que só voltei a celebrar o dia no meu último ano de faculdade, pelo telefone, numa alegria quase extasiante ao ouvir a voz do Barry do outro lado da linha, tão longe, a tantos milhares de quilómetros...mas ao mesmo tempo perceber que era aquele o sentimento real de quem por fim ama alguém verdadeiramente. No ano após esse já o passámos juntos e, dois anos depois, no mesmo dia, ele pedia-me em casamento oferecendo-me um anel.
Depois de casados poucas vezes saímos neste dia. Ora o trabalho, ora os horários sempre desencontrados, ora um filho, outro e outro...
Quanto a hoje. Bem, hoje reservámos uma mesa num restaurante japonês novinho a estrear. Vamos ver se a Rebeca nos deixa namorar um bocadinho.
11/02/2011
Atestado
Porque é que em dois dias em casa, trabalhei muito mais do que se estivesse na escola, e estou muito menos cansada?
10/02/2011
Para não faltar à escola, tenho andado a adiar uma visita ao médico para tentar perceber porque é que ando com tantas dores de garganta. Hoje foi o dia. Para já, vou tomar Maxilase e descansar a voz, o que significa não ir trabalhar dois dias seguidos.
Para a semana tenho Otorrino e uma Laringoscopia.
Já devia ter feito isto há tanto tempo!
Para a semana tenho Otorrino e uma Laringoscopia.
Já devia ter feito isto há tanto tempo!
09/02/2011
Mas como nem tudo são coisas más, hoje tive uma Formação que me encheu as medidas e que me vai ajudar a cantar muito melhor daqui para a frente.
Etiquetas:
Coisas da escola; Formação; escola; trabalho
ADD
Definitivamente, a Avaliação do Desempenho está a dividir os relacionamentos entre colegas, tornando os infelizes contemplados com o cargo de "relator" nos maus da fita.
Das duas uma. Ou o par relator-avaliando se entende muito bem e, logo à partida, define horários, turmas a observar e estratégias de elaboração do dossiê, ou a coisa azeda e azeda mesmo.
Numa escola como a minha, em que quase se tem de adivinhar o que se vai passar a seguir - e atenção que adivinhar é proibido - o meu trabalho como relatora, esse maravilhoso bónus que recebi aqui há uns dias, é uma tarefa muito ingrata. Agora muito pior que ser relatora é ser também avalianda. Assim, neste momento, ando a tentar que o grupo disciplinar que coordeno use os mesmos instrumentos, para que o trabalho seja uniforme e o processo de avaliação mais facilitador. Isto sou eu, com o meu sentido prático. Nada de mais. Só que nem todos pensam da mesma maneira. Assim, hoje, deparei-me com duas situações distintas e que me deixaram assim meio boquiaberta e à beira de um ataque de nervos: enquanto que um dos colegas que vou avaliar diz que vai boicotar o esquema todo porque não concorda com a ADD e não me vai entregar planificações de aulas nem vai fazer nada de inovador nas suas aulas observadas, quando eu sei que ele é um óptimo professor, cheio de recursos e daqueles que transforma uma sala de aula num estúdio de gravação, o outro, teima que eu observe as suas aulas com as turmas de um certo projecto em vez das aulas normais com as suas turmas curriculares, alegando que tem o direito a escolher a turma, querendo fazer prevalecer a sua vontade contra todos e quaisquer argumentos, mesmo sabendo que eu não concordo e que as coisas não se fazem assim.
O que é certo é que daqui a duas semanas vou ter de estar de grelha na mão a observar estes dois e ainda não faço a mínima ideia do que me espera.
Das duas uma. Ou o par relator-avaliando se entende muito bem e, logo à partida, define horários, turmas a observar e estratégias de elaboração do dossiê, ou a coisa azeda e azeda mesmo.
Numa escola como a minha, em que quase se tem de adivinhar o que se vai passar a seguir - e atenção que adivinhar é proibido - o meu trabalho como relatora, esse maravilhoso bónus que recebi aqui há uns dias, é uma tarefa muito ingrata. Agora muito pior que ser relatora é ser também avalianda. Assim, neste momento, ando a tentar que o grupo disciplinar que coordeno use os mesmos instrumentos, para que o trabalho seja uniforme e o processo de avaliação mais facilitador. Isto sou eu, com o meu sentido prático. Nada de mais. Só que nem todos pensam da mesma maneira. Assim, hoje, deparei-me com duas situações distintas e que me deixaram assim meio boquiaberta e à beira de um ataque de nervos: enquanto que um dos colegas que vou avaliar diz que vai boicotar o esquema todo porque não concorda com a ADD e não me vai entregar planificações de aulas nem vai fazer nada de inovador nas suas aulas observadas, quando eu sei que ele é um óptimo professor, cheio de recursos e daqueles que transforma uma sala de aula num estúdio de gravação, o outro, teima que eu observe as suas aulas com as turmas de um certo projecto em vez das aulas normais com as suas turmas curriculares, alegando que tem o direito a escolher a turma, querendo fazer prevalecer a sua vontade contra todos e quaisquer argumentos, mesmo sabendo que eu não concordo e que as coisas não se fazem assim.
O que é certo é que daqui a duas semanas vou ter de estar de grelha na mão a observar estes dois e ainda não faço a mínima ideia do que me espera.
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