22/02/2011

Acontece todos os anos

Uma pessoa passa o primeiro período assim "na boa", com energia, dinâmica, até faz umas coisas giras com os alunos e tal, distribui uma carrada de boas notas e cai o pano. Clap, clap, clap.
O segundo período chega entretanto. Menos energia, os pés arrastam-se pelos corredores fora, os miúdos vêm preguiçosos do Natal e nós também. Chegam as intercalares e vemos que os bons eram apenas uma miragem e que o que está a dar é ser mediano. Afinal Satisfaz é 3, e 3 dá para passar, certo? Seja.
São assim os meus alunos.

20/02/2011

Abrir as portadas das janelas e ver um dia solarengo, radiante e luminoso é meio caminho andado para me sentir bem e começar a manhã com um sorriso no rosto, especialmente depois da chuva e ventania que ontem não me permitiram sequer ir ao quintal. No entanto o meu destino hoje não foi diferente e acabei por ficar todo o dia aqui metida, por força de uma filha doentita e ainda mais exigente.
Enquanto o papá esteve fora com os manos, a pequenita, aborrecida e prostrada, acabou por adormecer no sofá o que me deu alguma liberdade para preparar as aulas da semana, pôr roupa a lavar, arrumar algumas coisas que teimam em sair do lugar e ainda estender a roupa lá fora. Ao olhar para os canteiros não resisti em cortar alguns rebentos de relva e plantá-los onde fazem mais falta mas, a tosse da pequenita acordou-a e eu já não consegui fazer muito mais do que dar-lhe atenção.
A tarde não trouxe melhoras. A tosse tem-se intensificado e a medicação não parece estar a fazer grande efeito. Lá fora o sol já não brilha, a roupa não secou toda e o céu está cinzento de nuvens ameaçadoras. Um bolo de chocolate saiu do forno e as chávenas encheram-se de chá quentinho.
Era bom que amanhã o sol brilhasse outra vez.

19/02/2011

Sonhos

Talvez pelo facto de os meus amigos e compadres  M. e M. terem ontem sido papás pela segunda vez, o que é certo é que esta noite sonhei que estava novamente grávida. Mas não era só eu, a Rute também estava, tal como da terceira gravidez em que partilhámos 8 meses de gestação. Meus amigos, que sonho estranho! Enquanto que a Rute me dizia que tinha sido tudo planeado, eu só pensava como é que aquilo me podia ter acontecido...mas mais...o meu medo era ter de contar à minha mãe e ter de ouvi-la dizer que eu, aos 38 anos já não tenho idade para me meter nisso e que, imagine-se, a nossa carrinha só tem cinco lugares e que agora teria de arranjar um veículo maior!!
A Rute estava muito segura de si. Eu estava em pânico.
Apesar de achar muito giro e tudo, e tudo, acho que ter quatro filhos não é para mim. Falta-me a paciência, o tempo, a disponibilidade, a segurança e tantos outros nomes do dicionário da vida.
- - - - - - - - - - - - - - -
Mas...como seria o quarto?
;)

18/02/2011

No ano passado, por esta altura, o Carnaval já era.

17/02/2011

Férias

Segundo período de férias de Verão já marcado.
Só falta ocupar mais uma semana.
Ai como é bom planear o Verão.
(E que corra tudo bem, se DEus quiser!)
E lá fui eu ontem permitir que a médica me enfiasse um tubo de fibra ótica pelo nariz adentro e me inspeccionasse as cordas vocais e mais...ainda lhes tirou fotos! Parece que uma das cordas está a querer engrossar e tem um nódulo à espreita. Coisa pouca mas que requer tratamento urgente. Próximo passo: Terapia da fala.
Ah...e depois de 38 anos de existência dizem-me que tenho um desvio no septo nasal. Nariz torto, é o que é.

14/02/2011

Não costumo ligar muita importância ao dia dos namorados mas, nem sempre foi assim. Houve tempos em que passar este dia sem ter uma companhia era garantia de sentimentos de grande tristeza e frustração. Verdade. Lembro-me de andar na escola secundária e ver algumas colegas exibirem os ursinhos de peluche, muito kitsch mas que, para adolescentes como eu, eram um presente e peras! Lembro-me também dos namoros que começavam neste dia, dos muitos novos pares que enchiam os recantos da escola, dos sorrisinhos e alguns gritinhos mais histéricos a anunciarem um S.Valentim generoso embora, quase sempre, fugaz.
O fim do dia era então a estocada final: vir para casa com a memória vazia e o coração apertado era sinónimo de lágrimas quase certas e de um sentimento horrível a apoderar-se de mim. Quase sempre pensava: mais um ano e eu sem namorado. E foi assim muitos anos.
Já mais tarde, na faculdade, aconteceu-me uma coisa curiosa: receber em casa, por um estafeta, um enorme ramo de rosas vermelhas, com cartão mas sem assinatura e não perceber se quem as tinha enviado era o ex-namorado com quem acabara recentemente, ou um colega que gostava de mim...
Acho que só voltei a celebrar o dia no meu último ano de faculdade, pelo telefone, numa alegria quase extasiante ao ouvir a voz do Barry do outro lado da linha, tão longe, a tantos milhares de quilómetros...mas ao mesmo tempo perceber que era aquele o sentimento real de quem por fim ama alguém verdadeiramente. No ano após esse já o passámos juntos e, dois anos depois, no mesmo dia, ele pedia-me em casamento oferecendo-me um anel.
Depois de casados poucas vezes saímos neste dia. Ora o trabalho, ora os horários sempre desencontrados, ora um filho, outro e outro...
Quanto a hoje. Bem, hoje reservámos uma mesa num restaurante japonês novinho a estrear. Vamos ver se a Rebeca nos deixa namorar um bocadinho.

11/02/2011

Atestado

Porque é que em dois dias em casa, trabalhei muito mais do que se estivesse na escola, e estou muito menos cansada?

10/02/2011

Para não faltar à escola, tenho andado a adiar uma visita ao médico para tentar perceber porque é que ando com tantas dores de garganta. Hoje foi o dia. Para já, vou tomar Maxilase e descansar a voz, o que significa não ir trabalhar dois dias seguidos.
Para a semana tenho Otorrino e uma Laringoscopia.
Já devia ter feito isto há tanto tempo!

09/02/2011

Mas como nem tudo são coisas más, hoje tive uma Formação que me encheu as medidas e que me vai ajudar a cantar muito melhor daqui para a frente.

ADD

Definitivamente, a Avaliação do Desempenho está a dividir os relacionamentos entre colegas, tornando os infelizes contemplados com o cargo de "relator" nos maus da fita.
Das duas uma. Ou o par relator-avaliando se entende muito bem e, logo à partida, define horários, turmas a observar e estratégias de elaboração do dossiê, ou a coisa azeda e azeda mesmo.
Numa escola como a minha, em que quase se tem de adivinhar o que se vai passar a seguir - e atenção que adivinhar é proibido - o meu trabalho como relatora, esse maravilhoso bónus que recebi aqui há uns dias, é uma tarefa muito ingrata. Agora muito pior que ser relatora é ser também avalianda. Assim, neste momento, ando a tentar que o grupo disciplinar que coordeno use os mesmos instrumentos, para que o trabalho seja uniforme e o processo de avaliação mais facilitador. Isto sou eu, com o meu sentido prático. Nada de mais. Só que nem todos pensam da mesma maneira. Assim, hoje, deparei-me com duas situações distintas e que me deixaram assim meio boquiaberta e à beira de um ataque de nervos: enquanto que um dos colegas que vou avaliar diz que vai boicotar o esquema todo porque não concorda com a ADD e não me vai entregar planificações de aulas nem vai fazer nada de inovador nas suas aulas observadas, quando eu sei que ele é um óptimo professor, cheio de recursos e daqueles que transforma uma sala de aula num estúdio de gravação, o outro, teima que eu observe as suas aulas com as turmas de um certo projecto em vez das aulas normais com as suas turmas curriculares, alegando que tem o direito a escolher a turma, querendo fazer prevalecer a sua vontade contra todos e quaisquer argumentos, mesmo sabendo que eu não concordo e que as coisas não se fazem assim.
O que é certo é que daqui a duas semanas vou ter de estar de grelha na mão a observar estes dois e ainda não faço a mínima ideia do que me espera.

08/02/2011

E depois há aqueles dias, em que se acorda quinhentas vezes de noite, a temer que a manhã tenha chegado e com ela o ter de enfrentar a pior turma da escola.

07/02/2011

Dos dias de sol

Porque fico muito mais contente quando o sol brilha lá fora!
(imagem retirada da net)

01/02/2011

Do mau Português.

Fizeste. Comeste. Paraste. Escolheste. Saímos.Dissemos. Chorámos.Caímos.Escrevemos.
São verbos. No passado. NÂO LEVAM TRACINHO!!!!  A palavra "disses-te" não existe, está bem?Ah e a letra "c", entre as vogais "e" e  "i" não leva cedilha! Ou seja, não existe nem "pareçe", nem "coçei".
Importam-se de aprender isto de uma vez?
Não, não estou a falar para os meus alunos.
É mesmo para quem aqui passar!

Obrigadinha!

31/01/2011

Biblioteca

Tenho no horário 90m + 90m de Ocupação Plena dos Tempos Escolares. Ou seja, nesse tempo posso ser chamada para dar aula de substituição, posso ter de estar no Núcleo de Intervenção Comportamental a acompanhar alunos expulsos das aulas ou posso ir para a Bibliteca / Centro de Recursos ajudar a professora bibliotecária. Claro que, destas três tarefas, prefiro a última, sem qualquer dúvida. Mas há quem goste mais de estar no NIC, por exemplo, embora eu não perceba bem porquê, e se escuse a comparecer na BE/CRE nas suas horas de OPTE. O que é certo é que manifestei a minha preferência por esse espaço e para lá vou sempre que me mandam. Desde o início do ano já contei e cataloguei livros, carimbei-os, arrumei-os e já fiz o mesmo com CD´s. É um trabalho um bocado mecânico mas que me agrada ou não gostasse eu tanto de espaços destes, onde cada prateleira encerra um segredo à espera de ser descoberto.
Hoje fiquei a saber que me recomendaram para ficar sempre na Biblioteca nessas horas. Fiquei bastante contente e já começo a planear fazer qualquer coisa que tenha a ver com a minha área.

29/01/2011

Tenho uma certa tendência para que as coisas corram exactamente como não planeei.
Hoje, achava eu que ia ter uma manhã de sábado normalzita e que à tarde iria estar numa reunião de senhoras da minha igreja. Não correu nada assim.
Levantei-me mais tarde que o costume, fiz waffles para o pequeno-almoço e comecei os preparativos para a caldeirada antes de sair para as compras. Foi aí que as coisas se complicaram. O dentista do Mateus resolveu adiar a consulta para a hora do almoço, de forma a ser o último paciente do dia. O miúdo (e nós) a pensar que iria ser a rotineira mudança de elásticos do aparelho mas afinal, um canino malandreco e com pouca vontade em ver a luz do dia, subverteu os planos do pessoal e a consulta de manutenção acabou em mini cirurgia para sacar o dente incluso. O pior foi que uma ligeira hemorragia não deixou com que o aparelho aderisse ao dente, de forma que teve de ser novamente fechado o buraco, com vários pontos. Resultado: consulta a durar duas horas, caldeirada à espera e eu a olhar para o relógio, com tudo atrasado! Já não fui a lado nenhum mas também não parei o resto da tarde. Aspirei e limpei sala e cozinha e aí me enfiei novamente a fazer bolo de limão para o lanche. O resto da tarde foi passado a ver o filme "the King´s speech" e a voltar à cozinha para fazer a quiche de queijo e fiambre que ainda está no forno.
Ao serão parece que vamos ter novo filme.

28/01/2011

O Andamento dos dias

A semana voou. Os dias sucederam-se a uma rapidez alucinante, ora num allegro ma non tropo, ora num presto sem freio. Se ainda há pouco nos arrastávamos para o início dos cinco dias de trabalho, agora é hora de novamente poder descansar, abrandar o ritmo, aproveitar, respirar, qual compasso de espera.
Resta-nos que os próximos dois dias sejam em adagio já que o relógio, esse metrónomo das horas e minutos, não nos deixa atrasar.
Hoje, na escola, soube que dois alunos meus, irmãos, tinham sido retirados à família por falta de condições e negligência parental. Ao que parece os miúdos, ambos rapazes, na ausência dos pais e nas longas horas em que ficam sózinhos em casa, fazem tropelias que não lembram a ninguém, pondo em perigo a sua integridade física. Após queixas dos vizinhos e de se ter verificado que as faltas às aulas dos miúdos que aparentemente não tinham quem os acordasse de manhã pra ir à escola, fizeram com que um processo fosse accionado, o qual culminou com uma aparatosa aparição da Polícia na escola, para levar com ela os miúdos e institucionálizá-los. Era este o tema de conversa esta manhã.
Mais tarde, na sala de professores, voltei a ouvir algo semelhante mas com outros contornos. Uma mãe, bem formada mas sózinha, por força das responsabilidades assumidas no emprego, volta e meia deixava o filho de oito anos sózinho uma a duas horas. A criança, aborrecida, certo dia lembrou-se de brincar com os fósforos e, acidentalmente provocou um incêndio em casa.  Neste momento trava-se uma luta com a justiça a qual considera a mãe irresponsável e negligente e lhe quer tirar o filho.
Fiquei muito penalizada com estas histórias e não consegui tirá-las da cabeça toda a manhã. Tanto que, já quase no final da última aula, saí da sala de aula a correr, deixando a turma ocupada com uma pequena tarefa, e fui à direcção avisar que hoje não iria comparecer na reunião geral marcada para o final do dia. Afinal, para o poder fazer, iria ser eu própria a deixar os meus dois filhos sózinhos em casa...

27/01/2011

Aguardo ansiosamente o mês de Junho.
Pelo final das aulas.
Pelo início do Verão.
E este ano, ainda mais, pelo que comprámos ontem.
Parece-me que estes cinco meses vão custar muito a passar.

25/01/2011

E hoje, tivemos a visita de alguns amigos da Irlanda do Norte, que conhecemos no acampamento, e com quem também estivémos no sábado passado, em Sines.