28/03/2010

Rebeca 27 meses

26/03/2010

Há pessoas que nos inspiram

Foi das primeiras pessoas que conheci nesta escola. Professora de Artes, meia idade, sempre apressada de um lado para o outro com os seus óculos no nariz e sorriso na face. Nunca me perguntou o nome; durante meses dirigia-se a mim chamando-me "miúda gira". Fiquei com alcunha entre alguns colegas e não me importo muito.
Um dia, depois de uma breve troca de palavras na sala de Dt´s trocámos endereços de mail e, passei a receber desde aí, mensagens com informações úteis, sempre ligadas ao ensino mas, acima de tudo, power points giríssimos por ela realizados para a sua turma especial e que demostram uma criatividade extrema, uma vontade de fazer o seu melhor cada dia, nunca baixando os braços nem se deixando derrotar pelos resultados menos bons que a turma tem.
Tenho-me apercebido que esta minha colega é muito para além de professora. É alguém cuja paixão pelo ensino a leva a esquecer-se das horas enquanto ao computador aprende coisas novas e que às onze da noite é avisada que a escola tem mesmo de fechar. Ao pé dela sentimo-nos mais enérgicos e, nas suas palavras adivinhamos os largos anos de experiências renovadas.
Leonor, se um dia leres isto fica a saber que gostava de ser "just like you".

23/03/2010

Ando ocupada


Papéis aos montes, secretária cheia, pasta carregada e três pens no estojo.
Está aí a avaliação do 2ºperíodo.
HELP!!!!!!

28/02/2010


A pequenita faz hoje 26 meses. Um dia chuvoso e feio mas abrigado pela casa quentinha e a lareira acesa.
Com 2 anos e 2 meses já acrescentou ao seu vocabulário:

. Hello
. Cheese
. Milk
. Take
. That
. Granny
. Hot
. "For me?"
. Cup
. Going
. mine
. etc

24/02/2010

Da escola...

Telefonei-lhe ontem, irritada, afinal a filha tinha faltado deliberadamente a uma aula de História e, aluna minha, NÃO PODE fazer isso!
-Pois, minha senhora, faltou e ainda me disse que não lhe tinha apetecido ir - redargui.
-Ai professora...não sei o que lhe diga. Amanhã vou aí, posso?
-Venha sim, ia mesmo pedir-lhe que viesse para assinar o Plano de Recuperação.

Hoje,à uma, lá estava a senhora sentada à minha frente. Ouviu-me quando lhe apresentei o Plano e, ao mesmo tempo, ia falando baixo e depressa , com uma voz grave e nervosa, os seus olhos raramente se fixando nos meus.
- A minha S. não tem desculpa, não senhora. Ela passou uns tempos difíceis, é verdade; tinha uma pai que não prestava para nada...pois, era toxicodependente...era...já não vive connosco mas ai quem lhe fale mal do pai, pois professora, o pai é tudo e ela ouve-o...a mim não. Eu sei que a culpa é minha, pois é. Nunca fui de bater no meus meninos. A Emília diz-me isso, a Emília é a madrinha do Miguel mas a S. é a ela que ouve. Ela ajudou a criar os meus meninos, setôra; pergunte-lhe setôra que ela diz-lhe; ela foi muito boa para nós e ainda é. Ó setora, os meus filhos têm educação! Posso não lhes dar tudo o que eles querem...sim, que a S. pede-me isto e aquilo e eu digo-lhe "a mãe agora não pode" e ela faz-me chantagem! sim, setora, a S.? ela faz chantagem, diz que vai pedir à avó e à madrinha e que se vai queixar que eu não lhe dou nada! Mas eu digo-lhe: S., diz o que quiseres que eu agora não te dou porque não posso...o pior é que depois às vezes dou. Dou e dei, deixei-a ir àquele passeio mas já não deixo ir ao próximo! Ai não vai não, a esse não vai! Eu sei que a setôra vai-me dar o papel mas eu não assino. Não vai...ela a esse não vai. - e ao mesmo tempo a voz sumia-se e os olhos fixavam-se nas cortinas do gabinete para depois os pousar na mesa. Sei que ainda falava, mas agora para dentro, para ela própria. Via-lhe os cantos da boca a mexerem-se ao de leve...
Tentei adivinhar-lhe a idade. É mania minha, faço sempre isso. Não deve ser muito mais velha do que eu - pensei.
Trazia vestido um polar branco, bastante gasto, calças de ginástica, ténis e um kispo. O cabelo encaracolado, farto e apanhado num rabo de cavalo mal preso, tinha várias cores, tantas quantas as das tintas usadas nos últimos tempos, para cobrir os brancos. Fixei-me nas unhas compridas, roxas, com brilhantes e o quanto destoavam do resto da indumentária...
O rosto tinha traços de uma beleza acabada, gasta. Nos olhos cor-de-mel e sem idade havia um brilho triste e preocupado. Faltavam-lhe muitos dos dentes da frente e, talvez por isso, a boca era como a dos idosos, enrugada, diminuta.
Distraí-me e nem reparei que tinha começado novamente a falar. - "...não queria que ela fosse como eu...só tenho a 4ªclasse, setôra, nem a consigo ajudar a fazer os trabalhos. Eu sento-me ao pé dela, sento-me e olho para os livros... mas aquilo é como se estivesse de olhos fechados, não percebo nada. Chamo logo o meu filho, ele sim é esperto mas a S. não gosta e diz que ele não é professor dela e não o deixa ensinar-lhe as coisas. É assim professora, ela secalhar vai ficar para trás outra vez, não vai? Eu não queria! Eu passo o dia todo a cozinhar, sou cozinheira, estou farta...não queria que ela chumbasse mas secalhar tem de ser. Ela até é adulta setora, ela só fala dos namorados das colegas, de um que é gótico, veja lá...gótico, que é que ela sabe disso? e dos pais da outra que se vão divorciar, ela sabe isso tudo, a matéria é que não. Já lhe disse: "S. concentra-te e deixa lá a vida dos outros! Preocupa-te com a escola, filha. Eu disse-lhe, setora, eu digo-lhe..ela é que é assim!
Este fim-de-semana não vai ver o pai...a setora havia de ver, ela ao pé do pai e ao telefone com ele é outra; comigo é que não. Fala mal e eu nem tenho mão nela. Ó setora quando ralhar com ela fale-lhe na Emília que a ela a S. respeita. Diga esse nome e vai ver! É o que eu faço, digo que vou contar à Emília o que ela faz!"

Tive de a interromper entretanto e estender-lhe o Plano de Recuperação para que o lesse. Não o olhou mais que uns escassos segundos e balbuciou baixinho, para si: "tantos numeros..."- assinou e devolveu-mo na ponta dos seus dedos de unhas roxas. Ficou ali sentada mais um bocado, a falar, a falar. Lá arrumei os dossiês como que pondo um ponto final na conversa e ela levantou-se, percebendo que o seu tempo tinha acabado.
Agradeceu-me e foi-se afastando, falando consigo própria na sua voz grave, baixinho, baixinho.

18/02/2010

Carnaval 2010

Quando não se faz muitos planos as coisas acabam por acontecer, naturalmente. Foi assim este Carnaval; quando demos por isso estávamos novamente no Algarve, na companhia dos nossos amigos e, não obstante a chuva que ia caindo, divertimo-nos, passeámos, assistimos ao riso das nossas crianças, divertidas bebemos muito chá e café e comemos toneladas de chocolate!
Obrigada pelo convite!

































02/02/2010

Dos dias de sol

Tem sido um Inverno rigoroso. A chuva dos últimos meses entranhou-se-me no corpo, deixando-me sombria e desgastada. Por vezes olhava pela janela e via as nuvens cinzentas como que a rir-se de mim, mostrando a sua imponência perante a minha insignificância e ali ficavam, imparáveis, a chover-me também na alma. No outro dia continuavam, ferozes. Por vezes acompanhadas de vento. Outras, como quem simula uma trégua, faziam-se acompanhar de uma luminosidade que me deixava expectante para depois, no minuto seguinte, largarem aquela risada trocista e despreocupada e voltarem a desfazer-se em milhentas gotas transparentes.
Fingi deixar de me importar, afinal, a chuva é amiga e faz falta. Ai... mas por dentro...o cinzento apoderava-se ganhando terreno. Mas eis que as minhas plantas pareciam sorrir, acalmando-me, prometendo para breve flores de todas as cores! Sorri, por fim.
As nuvens, indignadas perante a minha rendição, começaram a dissipar-se, aceitando que o vento as levasse para outras paragens.
Um sol ainda tímido, acabadinho de chegar sabe-se lá de que canto do planeta, rasgou o céu e, sem precisar de permissão, foi espalhando os seus raios, roubando o lugar à sombra e mostrando que já não falta muito para o seu reinado se instalar novamente.

28/01/2010

Rebeca - 25 meses


Com o passar dos meses gosto de publicar aqui uma foto da Rebeca. Não sendo desta vez excepção, aqui fica uma pequena marca da passagem dos seus 25 meses.

A Rebeca:

. começou a agradecer quando lhe damos qualquer coisa que nos pede, dizendo "Tata" - em inglês é esta a expressão utilizada pelos pequenitos para dizer obrigada.

. quando não percebe o que lhe dizemos, com um ar muito aborrecido diz:"What?"

. canta pequenos conjuntos de notas musicais associados a canções do seu dia-a-dia.

. diz o que quer ver na tv: "pon-bo, significa "Sponge Bob"; Nina, significa "Angelina Ballerina" , Bean para "Mr. Bean", Mickey então diz correctamente e Tigger também.

. quando lhe pedimos para ir fazer qualquer coisa que está ao seu alcance ou responde "No" ou se estiver para aí virada diz um certeiro e eloquente: "Alright"- é uma graça!

. quando ouve o genérico da "Angelina Ballerina" gira sobre si mesma com as mãos juntas no ar, imitando a personagem principal da série.

Agora a parte menos boa:

.anda terrível para comer. Chega a passar um dia sem comer nada de jeito...só a petiscar isto ou aquilo.

. acorda das sestas muito rabugenta, não chegando por vezes a dormir durante o dia e estando impossível de aturar tal é o cansaço!

. detesta que a penteie...o cabelo está tão comprido e encaracolado que é um martírio desembaraçá-lo.

. é muito mandona e quer tudo à maneira dela. Consegue que o mano mais velho ande às suas ordens mas colide muito com o David...especialmente porque quer a atenção toda para ela.

20/01/2010

Coisas do dia-a-dia


Cinco da tarde. Por detrás do balcão, o sapateiro tenta descobrir, entre tantas dezenas de botas, as que me pertencem.
- "Não são estas"- São altas demais - diz, como se pela minha cara soubesse exactamente que não calço nada com mais de quatro centímetros de salto. - "Estas são compridas...e as suas são curtas", completa, conhecedor.
Observo a pequena loja desarrumada, onde sapatos e botas se amontoam. Gosto do cheiro a graxa, lembra-me outros tempos, aqueles em que um par de sapatos se reformava em cada estação, ora com meias solas, capas, ou uma pintura. Tinham de durar anos e assim o era.
A um canto, à máquina de coser, estava uma mulher. Óculos postos, dedos certeiros a manejar com precisão um bocado de cabedal. Sem levantar os olhos perguntou-me quando lá tinha deixado as botas.
-"Deixei ontem de manhã, dois pares, umas pretas e uma cinza"- esclareci. A mulher assentiu.Foi só para puxar conversa mas eu não tinha muito para dizer.
O sapateiro continuava a árdua tarefa de tentar encontrar as minhas botas até que, com um sorriso, retira de um monte uma delas, triunfante. - "Está aqui uma, agora só falta a outra" - e lá remexia os muitos pares perante a minha crescente preocupação.Lá fui descrevendo as botas enquanto ele acenava com a cabeça, parecendo lembrar-se muito bem. Reparei nas suas mãos sujas, na camisola de lã sem espaço para mais borbotos, nas pantufas que calçava, nos tiques da sua boca que se num momento parecia estar a sorrir, no seguinte parecia fazer beicinho. A mulher, de costas voltadas para ele, não disse mais nada nem nunca levantou o olhar da sua tarefa. Reparei que não devia ser muito velha, mas a curvatura das costas rendidas aos muitos anos de trabalho, conferiam-lhe um peso duro de suportar.
Passaram-se alguns minutos mais e eu não conseguia deixar de observar aqueles dois, e imaginar como seria a sua vida fora daquela loja. Os meus pensamentos foram interrompidos pelo tom contente do sapateiro que já tinha descoberto as minhas botas e agora as engraxava vigorosamente: "Estas capas vão durar o resto do Inverno. Uma maravilha, estas capas; sim senhora, uma maravilha!- e olhava para as botas com visível satisfação. Também a mulher se rendia à obra prima e contemplava as botas, impressionada.
Respondi: "Espero que durem, sim.." - Paguei, agradeci e saí dali ansiosa por chegar a casa e vir escrever. Há coisas pequenas, simples, rotineiras até, mas que por alguma razão merecem ter um pequeno espaço, eternizado na escrita.

18/01/2010

Parabéns David!


O meu menino faz hoje sete aninhos!Pena ter que passar o seu aniversário na escola e eu também!

14/01/2010

Bem, eu andava a adiar...

...escrever sobre este assunto, até porque, a educação é o meu meio envolvente, quer em casa quer no trabalho, mas chega a um ponto em que já não se aguenta!
Então aqui vai:
O David foi estrear uma escola: gira, colorida, pessoal simpatico, recreio amplo, horário compatível com os cá de casa, etc. A meio do 1ºPeríodo começa a professora a faltar, um dia aqui, outro acolá, o miúdo a ser distribuído para outras classes, etc. Até aí tudo normal, já se sabe que é assim que a coisa funciona e, desde que realmente funcione, tudo bem. Chega-se a Dezembro e do abecedário, a turma só tinha aprendido as vogais e o "p", "t", "d", "l". A leitura era inexistente e o David não conseguia juntar sequer uma sílaba. Comecei a intervir: " -senta aqui ao pé da mãe- vamos ler". O miúdo andou uns dias a achar graça àquilo mas depois veio o fartote e a minha impaciência. Chega-se às férias e tudo na mesma, com mais umas faltas da professora pelo meio e uma fichas para TPC com erros. Grande ensaboadela no Natal: ensinei-lhe o "m", o "b" e o "v" e consegui que começasse a ler frases do livro, com alguma rapidez e que identificasse palavras noutros sítios.
Entrou-se no 2ºperíodo e, logo no primeiro dia foi distribuído para uma sala de onde a professora acabou por sair também por doença, ficando a turma aos cuidados de uma auxiliar todo o dia. Nessa tarde, quando soube do sucedido, literalmente passei-me e telefonei para tudo quanto era sítio a pedir esclarecimentos. Como a hora já ia adiantada só consegui respostas efectivas no dia seguinte e, mesmo assim, só consegui falar com a vice-presidente do CE porque me apresentei como professora, senão acho que me tinham despachado. Antes disso cheguei a telefonar para mais duas escolas a saber da possibilidade de transferência, com um David altamente choroso ao meu lado, pedindo-me por tudo para o deixar ficar ali com a sua turma. Adiando por momentos esta ideia, falei com a tal professora, espus o caso, mostrei a minha preocupação e descontentamento e sossegaram-me com a promessa do retorno da professora tutular no final de Janeiro, sendo até lá a turma bem acompanhada. Não sei se foi do meu telefonema ou se foi pura coincidência mas no dia seguinte já o David tinha ido para uma professora diferente, sem o resto da turma, onde lhe ensinaram letras novas e o puseram a fazer trabalho efectivo e não aquelas fichas que se dão quando não apetece explicar e que foi durante 2 ou 3 semanas a realidade daquela turma.
Esta semana, com a tosse, o David faltou três dias à escola,fazendo comigo leitura,cópia e reforço de todas as letras aprendidas. Hoje regressou, para cinco minutos depois voltar para casa: escola fechada por falta de electricidade.
E, sinceramente, já não sei o que fazer, dizer ou pensar mas parece-me que a melhor alternativa vai ser mesmo esperar pelo fim deste ano lectivo uma vez que em nenhuma das outras escolas há horário da tarde para o 1ºano, sendo este ou o normal com ATl, a única hipótese para nós.
Já percebi que este vai ser um ano difícil, preocupante e, so me resta continuar a dar-lhe o apoio que lhe tenho dado, usando as mais variadas estratégias para que ele não se canse e desmotive, como a última por ele inventada que é a de ir para outro computador e enviar-me mensagens no chat com pequenas frases para eu ler e corrigir e eu responder-lhe com outras para ele as ler em voz alta.

13/01/2010

Baixas deste Inverno frio e chuvoso.


Já seria de esperar que a chuva, o frio e o vento trouxessem com eles as primeiras baixas deste Inverno. Os últimos cinco dias têm sido passados em casa, fechados entre quatro paredes as quais, se por um lado nos abrigam da intempérie e nos dão o conforto necessário e acolhedor, por outro parecem começar a apertar-nos, deixando-nos com aquela sensação que o tempo se passa e nós não fazemos nada.
Após algumas doses de xarope, a tosse do David abrandou enquanto a Rebeca, mais difícil de tratar, precisou também de antibiótico e Celestone para acalmarem a respiração e a muita tosse. O sono não tem sido muito, intercortado com os repentes da miúda que não consegue descansar e que, a somar à desgraça, também não come.Ou seja, não dorme porque tosse e tem fome.
O Mateus anda por cá de pedra e cal. Passa a manhã a fazer trabalhos de casa, almoça e passa a tarde na escola. Regressa e toca guitarra ou brinca um bocado.Nada de gripe ou constipação...espero que assim se mantenha.
Amanhã já devem estar melhores e eu regresso à escola...sem muita vontade, é verdade. Por lá, um dossiê para organizar que a avaliação externa está à porta.

07/01/2010

37 Invernos


E nunca recebi tantos "parabéns" como hoje...graças ao Facebook, tá claro!
As prendas?
Bem, cheguei à sala e tinha lá 27 alunos a cantarem-me os parabéns (um bocado desafinados mas pronto...quem será a profªde música deles???). Pouco depois bateram à porta e era a minha coordenadora com um enorme ramo de flores, exactamente à uma e meia!! Surpresa!!!
Em casa esperava por mim um "strawberry and cream sponge cake" feito pelo Barry (receita irlandesa, tá claro). As outras prendas já as tinha recebido, umas de manhã e outra na passagem de ano. Esta ultima foi a mais espectacular e era para ser surpresa, só que eu adivinho tudo antes do tempo...lol!Uma nova objectiva para a minha câmara.Foi com ela que tirei umas quantas fotos à lua no primeiro dia do ano e que agora já posso aqui colocar!


05/01/2010

Há um ano

Há um ano, regressávamos a casa. Acabava-se o nosso Natal.

04/01/2010

Ano Novo, vida nova...mas será mesmo?

Depois do Carnaval, a festa que mais abomino é a de fim de ano. Uma coisa é a pessoa estar em casa ou até ir uns dias para fora, com família ou amigos e aproveitar essa noite para conviver, passar um bom tempo, quiçá jogar um joguito, ver uma boa comédia ou até arriscar a cantar umas melodias; outra coisa é andar a gastar dinheirões em reveillons desengraçados onde o mote é comer, beber, dançar, fazer uma algazarra e engolir umas uvas passas empurradas por champagne ao som das dozes badaladas.Tudo bem, há gostos para tudo e façam o favor de discordar se vos aprouver. Eu por cá, fico na minha.
Depois é a eterna conversa do fechar do ano velho e com ele empacotar as chatices e as desilusões fazendo resoluções de ano novo que acabam por não durar mais do que uns diazitos, até a rotina se instalar novamente e tudo voltar ao "ram-ram" original. Eu tinha uma certa tendência para ser assim mas parece-me que a coisa tem vindo a melhorar ligeiramente. O ano passado resolvi não fazer resoluções nenhumas e até foi um ano que me correu benzinho. Este ano meti na ideia que a pizza devia ser banida dos meus menus até ontem, em que não resisti e comi quatro fatias, todas de seguida, sem qualquer pejo ou remorso (i couldn´t care less!!). Enfim, parece-me a mim que cada vez mais temos necessidade de cortar com o passado e de sermos cada vez mais exigentes connosco e com os outros, o que, se por um lado nos torna candidatos à perfeição (na medida do possível), por outro nos torna mesquinhos, intolerantes e àvidos de saber e ser, seja lá o que isso for.
Enfim, tinha pensado listar aqui ideias; coisas que quero fazer, que porventura possa até achar que vão acontecer com alguma probabilidade credível mas é melhor não. Não tenho o poder de decisão e o mais certo (já tenho dito isto muita vez) é que quanto mais planeio, menos acontece. Nisso sou mesmo mestre.
Sendo assim, cinjo-me mais uma vez à minha insignificância e prefiro achar que este será apenas mais um ano no calendário e, que se for como os últimos, me posso dar por muito contente e satisfeita pois até não têm sido nada maus. De todo.
E já agora, desejo a todos o mesmo que para mim.
Um óptimo 2010!

28/12/2009

Rebeca - 2ºaniversário


A nossa pequenina faz hoje dois anos. Como o tempo passa...ainda ontem era aquela bebé serena e que raramente ouvíamos chorar, para agora se tornar numa menina tão viva e independente, que come sózinha e não usa fraldas.
Realmente Deus tem sido gracioso connosco e nos tem dados filhos lindos e saudáveis. Bençãos diárias que as palavras não conseguem expressar e que o coração se maravilha a tentar entender!
Aqui fica uma ínfima parte das fotos tiradas nos últimos dois anos.

























A Rebeca:

- diz palavras e frases, a maior parte em Inglês, como por exemplo: "mine"; "sit down";"Give me"; "Gone"; Bed"; Apple", Byebye"; pet"; Mickey"; Tigger"; crocs". socks", look";

Rebeca - 2ºaniversário