18/02/2010

Carnaval 2010

Quando não se faz muitos planos as coisas acabam por acontecer, naturalmente. Foi assim este Carnaval; quando demos por isso estávamos novamente no Algarve, na companhia dos nossos amigos e, não obstante a chuva que ia caindo, divertimo-nos, passeámos, assistimos ao riso das nossas crianças, divertidas bebemos muito chá e café e comemos toneladas de chocolate!
Obrigada pelo convite!

































02/02/2010

Dos dias de sol

Tem sido um Inverno rigoroso. A chuva dos últimos meses entranhou-se-me no corpo, deixando-me sombria e desgastada. Por vezes olhava pela janela e via as nuvens cinzentas como que a rir-se de mim, mostrando a sua imponência perante a minha insignificância e ali ficavam, imparáveis, a chover-me também na alma. No outro dia continuavam, ferozes. Por vezes acompanhadas de vento. Outras, como quem simula uma trégua, faziam-se acompanhar de uma luminosidade que me deixava expectante para depois, no minuto seguinte, largarem aquela risada trocista e despreocupada e voltarem a desfazer-se em milhentas gotas transparentes.
Fingi deixar de me importar, afinal, a chuva é amiga e faz falta. Ai... mas por dentro...o cinzento apoderava-se ganhando terreno. Mas eis que as minhas plantas pareciam sorrir, acalmando-me, prometendo para breve flores de todas as cores! Sorri, por fim.
As nuvens, indignadas perante a minha rendição, começaram a dissipar-se, aceitando que o vento as levasse para outras paragens.
Um sol ainda tímido, acabadinho de chegar sabe-se lá de que canto do planeta, rasgou o céu e, sem precisar de permissão, foi espalhando os seus raios, roubando o lugar à sombra e mostrando que já não falta muito para o seu reinado se instalar novamente.

28/01/2010

Rebeca - 25 meses


Com o passar dos meses gosto de publicar aqui uma foto da Rebeca. Não sendo desta vez excepção, aqui fica uma pequena marca da passagem dos seus 25 meses.

A Rebeca:

. começou a agradecer quando lhe damos qualquer coisa que nos pede, dizendo "Tata" - em inglês é esta a expressão utilizada pelos pequenitos para dizer obrigada.

. quando não percebe o que lhe dizemos, com um ar muito aborrecido diz:"What?"

. canta pequenos conjuntos de notas musicais associados a canções do seu dia-a-dia.

. diz o que quer ver na tv: "pon-bo, significa "Sponge Bob"; Nina, significa "Angelina Ballerina" , Bean para "Mr. Bean", Mickey então diz correctamente e Tigger também.

. quando lhe pedimos para ir fazer qualquer coisa que está ao seu alcance ou responde "No" ou se estiver para aí virada diz um certeiro e eloquente: "Alright"- é uma graça!

. quando ouve o genérico da "Angelina Ballerina" gira sobre si mesma com as mãos juntas no ar, imitando a personagem principal da série.

Agora a parte menos boa:

.anda terrível para comer. Chega a passar um dia sem comer nada de jeito...só a petiscar isto ou aquilo.

. acorda das sestas muito rabugenta, não chegando por vezes a dormir durante o dia e estando impossível de aturar tal é o cansaço!

. detesta que a penteie...o cabelo está tão comprido e encaracolado que é um martírio desembaraçá-lo.

. é muito mandona e quer tudo à maneira dela. Consegue que o mano mais velho ande às suas ordens mas colide muito com o David...especialmente porque quer a atenção toda para ela.

20/01/2010

Coisas do dia-a-dia


Cinco da tarde. Por detrás do balcão, o sapateiro tenta descobrir, entre tantas dezenas de botas, as que me pertencem.
- "Não são estas"- São altas demais - diz, como se pela minha cara soubesse exactamente que não calço nada com mais de quatro centímetros de salto. - "Estas são compridas...e as suas são curtas", completa, conhecedor.
Observo a pequena loja desarrumada, onde sapatos e botas se amontoam. Gosto do cheiro a graxa, lembra-me outros tempos, aqueles em que um par de sapatos se reformava em cada estação, ora com meias solas, capas, ou uma pintura. Tinham de durar anos e assim o era.
A um canto, à máquina de coser, estava uma mulher. Óculos postos, dedos certeiros a manejar com precisão um bocado de cabedal. Sem levantar os olhos perguntou-me quando lá tinha deixado as botas.
-"Deixei ontem de manhã, dois pares, umas pretas e uma cinza"- esclareci. A mulher assentiu.Foi só para puxar conversa mas eu não tinha muito para dizer.
O sapateiro continuava a árdua tarefa de tentar encontrar as minhas botas até que, com um sorriso, retira de um monte uma delas, triunfante. - "Está aqui uma, agora só falta a outra" - e lá remexia os muitos pares perante a minha crescente preocupação.Lá fui descrevendo as botas enquanto ele acenava com a cabeça, parecendo lembrar-se muito bem. Reparei nas suas mãos sujas, na camisola de lã sem espaço para mais borbotos, nas pantufas que calçava, nos tiques da sua boca que se num momento parecia estar a sorrir, no seguinte parecia fazer beicinho. A mulher, de costas voltadas para ele, não disse mais nada nem nunca levantou o olhar da sua tarefa. Reparei que não devia ser muito velha, mas a curvatura das costas rendidas aos muitos anos de trabalho, conferiam-lhe um peso duro de suportar.
Passaram-se alguns minutos mais e eu não conseguia deixar de observar aqueles dois, e imaginar como seria a sua vida fora daquela loja. Os meus pensamentos foram interrompidos pelo tom contente do sapateiro que já tinha descoberto as minhas botas e agora as engraxava vigorosamente: "Estas capas vão durar o resto do Inverno. Uma maravilha, estas capas; sim senhora, uma maravilha!- e olhava para as botas com visível satisfação. Também a mulher se rendia à obra prima e contemplava as botas, impressionada.
Respondi: "Espero que durem, sim.." - Paguei, agradeci e saí dali ansiosa por chegar a casa e vir escrever. Há coisas pequenas, simples, rotineiras até, mas que por alguma razão merecem ter um pequeno espaço, eternizado na escrita.

18/01/2010

Parabéns David!


O meu menino faz hoje sete aninhos!Pena ter que passar o seu aniversário na escola e eu também!

14/01/2010

Bem, eu andava a adiar...

...escrever sobre este assunto, até porque, a educação é o meu meio envolvente, quer em casa quer no trabalho, mas chega a um ponto em que já não se aguenta!
Então aqui vai:
O David foi estrear uma escola: gira, colorida, pessoal simpatico, recreio amplo, horário compatível com os cá de casa, etc. A meio do 1ºPeríodo começa a professora a faltar, um dia aqui, outro acolá, o miúdo a ser distribuído para outras classes, etc. Até aí tudo normal, já se sabe que é assim que a coisa funciona e, desde que realmente funcione, tudo bem. Chega-se a Dezembro e do abecedário, a turma só tinha aprendido as vogais e o "p", "t", "d", "l". A leitura era inexistente e o David não conseguia juntar sequer uma sílaba. Comecei a intervir: " -senta aqui ao pé da mãe- vamos ler". O miúdo andou uns dias a achar graça àquilo mas depois veio o fartote e a minha impaciência. Chega-se às férias e tudo na mesma, com mais umas faltas da professora pelo meio e uma fichas para TPC com erros. Grande ensaboadela no Natal: ensinei-lhe o "m", o "b" e o "v" e consegui que começasse a ler frases do livro, com alguma rapidez e que identificasse palavras noutros sítios.
Entrou-se no 2ºperíodo e, logo no primeiro dia foi distribuído para uma sala de onde a professora acabou por sair também por doença, ficando a turma aos cuidados de uma auxiliar todo o dia. Nessa tarde, quando soube do sucedido, literalmente passei-me e telefonei para tudo quanto era sítio a pedir esclarecimentos. Como a hora já ia adiantada só consegui respostas efectivas no dia seguinte e, mesmo assim, só consegui falar com a vice-presidente do CE porque me apresentei como professora, senão acho que me tinham despachado. Antes disso cheguei a telefonar para mais duas escolas a saber da possibilidade de transferência, com um David altamente choroso ao meu lado, pedindo-me por tudo para o deixar ficar ali com a sua turma. Adiando por momentos esta ideia, falei com a tal professora, espus o caso, mostrei a minha preocupação e descontentamento e sossegaram-me com a promessa do retorno da professora tutular no final de Janeiro, sendo até lá a turma bem acompanhada. Não sei se foi do meu telefonema ou se foi pura coincidência mas no dia seguinte já o David tinha ido para uma professora diferente, sem o resto da turma, onde lhe ensinaram letras novas e o puseram a fazer trabalho efectivo e não aquelas fichas que se dão quando não apetece explicar e que foi durante 2 ou 3 semanas a realidade daquela turma.
Esta semana, com a tosse, o David faltou três dias à escola,fazendo comigo leitura,cópia e reforço de todas as letras aprendidas. Hoje regressou, para cinco minutos depois voltar para casa: escola fechada por falta de electricidade.
E, sinceramente, já não sei o que fazer, dizer ou pensar mas parece-me que a melhor alternativa vai ser mesmo esperar pelo fim deste ano lectivo uma vez que em nenhuma das outras escolas há horário da tarde para o 1ºano, sendo este ou o normal com ATl, a única hipótese para nós.
Já percebi que este vai ser um ano difícil, preocupante e, so me resta continuar a dar-lhe o apoio que lhe tenho dado, usando as mais variadas estratégias para que ele não se canse e desmotive, como a última por ele inventada que é a de ir para outro computador e enviar-me mensagens no chat com pequenas frases para eu ler e corrigir e eu responder-lhe com outras para ele as ler em voz alta.

13/01/2010

Baixas deste Inverno frio e chuvoso.


Já seria de esperar que a chuva, o frio e o vento trouxessem com eles as primeiras baixas deste Inverno. Os últimos cinco dias têm sido passados em casa, fechados entre quatro paredes as quais, se por um lado nos abrigam da intempérie e nos dão o conforto necessário e acolhedor, por outro parecem começar a apertar-nos, deixando-nos com aquela sensação que o tempo se passa e nós não fazemos nada.
Após algumas doses de xarope, a tosse do David abrandou enquanto a Rebeca, mais difícil de tratar, precisou também de antibiótico e Celestone para acalmarem a respiração e a muita tosse. O sono não tem sido muito, intercortado com os repentes da miúda que não consegue descansar e que, a somar à desgraça, também não come.Ou seja, não dorme porque tosse e tem fome.
O Mateus anda por cá de pedra e cal. Passa a manhã a fazer trabalhos de casa, almoça e passa a tarde na escola. Regressa e toca guitarra ou brinca um bocado.Nada de gripe ou constipação...espero que assim se mantenha.
Amanhã já devem estar melhores e eu regresso à escola...sem muita vontade, é verdade. Por lá, um dossiê para organizar que a avaliação externa está à porta.

07/01/2010

37 Invernos


E nunca recebi tantos "parabéns" como hoje...graças ao Facebook, tá claro!
As prendas?
Bem, cheguei à sala e tinha lá 27 alunos a cantarem-me os parabéns (um bocado desafinados mas pronto...quem será a profªde música deles???). Pouco depois bateram à porta e era a minha coordenadora com um enorme ramo de flores, exactamente à uma e meia!! Surpresa!!!
Em casa esperava por mim um "strawberry and cream sponge cake" feito pelo Barry (receita irlandesa, tá claro). As outras prendas já as tinha recebido, umas de manhã e outra na passagem de ano. Esta ultima foi a mais espectacular e era para ser surpresa, só que eu adivinho tudo antes do tempo...lol!Uma nova objectiva para a minha câmara.Foi com ela que tirei umas quantas fotos à lua no primeiro dia do ano e que agora já posso aqui colocar!


05/01/2010

Há um ano

Há um ano, regressávamos a casa. Acabava-se o nosso Natal.

04/01/2010

Ano Novo, vida nova...mas será mesmo?

Depois do Carnaval, a festa que mais abomino é a de fim de ano. Uma coisa é a pessoa estar em casa ou até ir uns dias para fora, com família ou amigos e aproveitar essa noite para conviver, passar um bom tempo, quiçá jogar um joguito, ver uma boa comédia ou até arriscar a cantar umas melodias; outra coisa é andar a gastar dinheirões em reveillons desengraçados onde o mote é comer, beber, dançar, fazer uma algazarra e engolir umas uvas passas empurradas por champagne ao som das dozes badaladas.Tudo bem, há gostos para tudo e façam o favor de discordar se vos aprouver. Eu por cá, fico na minha.
Depois é a eterna conversa do fechar do ano velho e com ele empacotar as chatices e as desilusões fazendo resoluções de ano novo que acabam por não durar mais do que uns diazitos, até a rotina se instalar novamente e tudo voltar ao "ram-ram" original. Eu tinha uma certa tendência para ser assim mas parece-me que a coisa tem vindo a melhorar ligeiramente. O ano passado resolvi não fazer resoluções nenhumas e até foi um ano que me correu benzinho. Este ano meti na ideia que a pizza devia ser banida dos meus menus até ontem, em que não resisti e comi quatro fatias, todas de seguida, sem qualquer pejo ou remorso (i couldn´t care less!!). Enfim, parece-me a mim que cada vez mais temos necessidade de cortar com o passado e de sermos cada vez mais exigentes connosco e com os outros, o que, se por um lado nos torna candidatos à perfeição (na medida do possível), por outro nos torna mesquinhos, intolerantes e àvidos de saber e ser, seja lá o que isso for.
Enfim, tinha pensado listar aqui ideias; coisas que quero fazer, que porventura possa até achar que vão acontecer com alguma probabilidade credível mas é melhor não. Não tenho o poder de decisão e o mais certo (já tenho dito isto muita vez) é que quanto mais planeio, menos acontece. Nisso sou mesmo mestre.
Sendo assim, cinjo-me mais uma vez à minha insignificância e prefiro achar que este será apenas mais um ano no calendário e, que se for como os últimos, me posso dar por muito contente e satisfeita pois até não têm sido nada maus. De todo.
E já agora, desejo a todos o mesmo que para mim.
Um óptimo 2010!

28/12/2009

Rebeca - 2ºaniversário


A nossa pequenina faz hoje dois anos. Como o tempo passa...ainda ontem era aquela bebé serena e que raramente ouvíamos chorar, para agora se tornar numa menina tão viva e independente, que come sózinha e não usa fraldas.
Realmente Deus tem sido gracioso connosco e nos tem dados filhos lindos e saudáveis. Bençãos diárias que as palavras não conseguem expressar e que o coração se maravilha a tentar entender!
Aqui fica uma ínfima parte das fotos tiradas nos últimos dois anos.

























A Rebeca:

- diz palavras e frases, a maior parte em Inglês, como por exemplo: "mine"; "sit down";"Give me"; "Gone"; Bed"; Apple", Byebye"; pet"; Mickey"; Tigger"; crocs". socks", look";

Rebeca - 2ºaniversário

26/12/2009

Quase 2 anos!

A um dia e 3 horas de completar 2 anos, a Rebeca fez uma frase de 4 palavras:
"Mickey is in bed".

Foi das coisas mais fofas que já ouvi!!!!

23/12/2009

Por aqui

Viveram-se dias de intenso stress, com miúdos já sem escola, entregues a amigos, vizinhos ou a reboque connosco enquanto eu e o Barry tentávamos ultimar as avaliações para a escola.
As coisas pareciam bem encaminhadas quando na segunda feira, após várias reuniões, me disseram que em princípio já estava despachada. Revelou-se não ser verdade uma vez que lá passei o dia seguinte quase completo mas afinal, providencial, pois nesse mesmo dia, já em casa, deparo-me com uma Rebeca doente e a vomitar de cinco em cinco minutos, tendo ficado aos meus cuidados o resto da tarde e, não sonhando eu, que na escola se vivia o caos.
Hoje a esta hora previa já estarmos no Norte em início de festejos natalícios mas, acabou por não ser assim e, aqui estou, de malas prontas a ouvir a chuva forte lá fora, olhando de esguelha para a janela que de quando em vez se ilumina. Estes temporais continuam a assustar-me e só espero não passar outra noite acordada, como a última, em que o rugir do vento era tão forte que as paredes não pareciam suficientes para nos separar dele!
Não gosto de Natais chuvosos, prefiro-os frios e solarengos. Se este fosse "ano de Irlanda" teríamos um "white Christmas"já que pelas fotos da família, Limerick está coberta com um lindo manto de neve, tão raro naquela zona do país mas que tivémos a sorte de ver no ano em que o Matt nasceu. Como é "ano de Portugal" não teremos frio ou neve, perú, roast ou rashers. Teremos sim bacalhau, cabrito e outros maravilhosos sabores e aromas.
E o Natal está mesmo a chegar!



17/12/2009

Tremor de terra

Acordei mal disposta e cheia de dores de cabeça devia ser uma da manhã. Depois de algumas voltas na cama e de constatar que a dor de cabeça estava para ficar, comecei a sentir que algo estava errado. O quarto tremia, as coisas dentro dos armários chocalhavam e os meus colares pendurados batiam todos uns nos outros. Um tremor de terra! Depois do susto inicial e depois de custar muito a adormecer novamente tudo me passou pela cabeça: e se fosse mesmo um terramoto? e se houvesse algo muito pior um dia destes? estaria eu preparada? poderia ajudar os meus filhos estando eu um piso acima? onde os abrigaria? pensei depois que este tipo de pequenos tremores acontecem diariamente em certos países e que para os seus habitantes já não é nada. Mesmo assim deixa-me assustada e a pensar na insignificância do Homem perante tal fenómenos naturais...
Há pouco fui ver as notícias e sim, houve mesmo, a 180km da Costa Vicentina e foi sentido por todos o país.

29/11/2009

Rebeca - 23 Meses

A um mês de completar o seu 2ºaniversário aqui ficam as fotos da Rebeca.



26/11/2009

A caminha nova

Temos andado hesitantes quanto à escolha de uma cama nova para a Rebeca. Apesar de não ser tão aventureira como os manos que nesta idade já se atiravam dela abaixo, sim, da mesma cama de grades que acolheu os nossos três bebés e, apesar de ficarmos com imensa pena de nos desfazermos dela pelas memórias que deixa, achamos que a altura estaria a aproximar-se. O dia chegou hoje, a um mês e dois dias dos dois anos da nossa pequenina.
A escolha recaiu sobre um modelo em aço, imitando as antigas camas de grades e com a vantagem de ser extensível, podendo adaptar-se a vários comprimentos de colchão, acompanhando o crescimento da Rebeca.
E neste momento é já lá que ela dorme!
Acabou-se a etapa da cama de grades...a minha bebé está a crescer!

19/11/2009

Chegaram as noites frias...

E há tanto que me vinha a apetecer acender a lareira!