O meu menino faz hoje sete aninhos!Pena ter que passar o seu aniversário na escola e eu também!
18/01/2010
14/01/2010
Bem, eu andava a adiar...
...escrever sobre este assunto, até porque, a educação é o meu meio envolvente, quer em casa quer no trabalho, mas chega a um ponto em que já não se aguenta!
Então aqui vai:
O David foi estrear uma escola: gira, colorida, pessoal simpatico, recreio amplo, horário compatível com os cá de casa, etc. A meio do 1ºPeríodo começa a professora a faltar, um dia aqui, outro acolá, o miúdo a ser distribuído para outras classes, etc. Até aí tudo normal, já se sabe que é assim que a coisa funciona e, desde que realmente funcione, tudo bem. Chega-se a Dezembro e do abecedário, a turma só tinha aprendido as vogais e o "p", "t", "d", "l". A leitura era inexistente e o David não conseguia juntar sequer uma sílaba. Comecei a intervir: " -senta aqui ao pé da mãe- vamos ler". O miúdo andou uns dias a achar graça àquilo mas depois veio o fartote e a minha impaciência. Chega-se às férias e tudo na mesma, com mais umas faltas da professora pelo meio e uma fichas para TPC com erros. Grande ensaboadela no Natal: ensinei-lhe o "m", o "b" e o "v" e consegui que começasse a ler frases do livro, com alguma rapidez e que identificasse palavras noutros sítios.
Entrou-se no 2ºperíodo e, logo no primeiro dia foi distribuído para uma sala de onde a professora acabou por sair também por doença, ficando a turma aos cuidados de uma auxiliar todo o dia. Nessa tarde, quando soube do sucedido, literalmente passei-me e telefonei para tudo quanto era sítio a pedir esclarecimentos. Como a hora já ia adiantada só consegui respostas efectivas no dia seguinte e, mesmo assim, só consegui falar com a vice-presidente do CE porque me apresentei como professora, senão acho que me tinham despachado. Antes disso cheguei a telefonar para mais duas escolas a saber da possibilidade de transferência, com um David altamente choroso ao meu lado, pedindo-me por tudo para o deixar ficar ali com a sua turma. Adiando por momentos esta ideia, falei com a tal professora, espus o caso, mostrei a minha preocupação e descontentamento e sossegaram-me com a promessa do retorno da professora tutular no final de Janeiro, sendo até lá a turma bem acompanhada. Não sei se foi do meu telefonema ou se foi pura coincidência mas no dia seguinte já o David tinha ido para uma professora diferente, sem o resto da turma, onde lhe ensinaram letras novas e o puseram a fazer trabalho efectivo e não aquelas fichas que se dão quando não apetece explicar e que foi durante 2 ou 3 semanas a realidade daquela turma.
Esta semana, com a tosse, o David faltou três dias à escola,fazendo comigo leitura,cópia e reforço de todas as letras aprendidas. Hoje regressou, para cinco minutos depois voltar para casa: escola fechada por falta de electricidade.
E, sinceramente, já não sei o que fazer, dizer ou pensar mas parece-me que a melhor alternativa vai ser mesmo esperar pelo fim deste ano lectivo uma vez que em nenhuma das outras escolas há horário da tarde para o 1ºano, sendo este ou o normal com ATl, a única hipótese para nós.
Já percebi que este vai ser um ano difícil, preocupante e, so me resta continuar a dar-lhe o apoio que lhe tenho dado, usando as mais variadas estratégias para que ele não se canse e desmotive, como a última por ele inventada que é a de ir para outro computador e enviar-me mensagens no chat com pequenas frases para eu ler e corrigir e eu responder-lhe com outras para ele as ler em voz alta.
Então aqui vai:
O David foi estrear uma escola: gira, colorida, pessoal simpatico, recreio amplo, horário compatível com os cá de casa, etc. A meio do 1ºPeríodo começa a professora a faltar, um dia aqui, outro acolá, o miúdo a ser distribuído para outras classes, etc. Até aí tudo normal, já se sabe que é assim que a coisa funciona e, desde que realmente funcione, tudo bem. Chega-se a Dezembro e do abecedário, a turma só tinha aprendido as vogais e o "p", "t", "d", "l". A leitura era inexistente e o David não conseguia juntar sequer uma sílaba. Comecei a intervir: " -senta aqui ao pé da mãe- vamos ler". O miúdo andou uns dias a achar graça àquilo mas depois veio o fartote e a minha impaciência. Chega-se às férias e tudo na mesma, com mais umas faltas da professora pelo meio e uma fichas para TPC com erros. Grande ensaboadela no Natal: ensinei-lhe o "m", o "b" e o "v" e consegui que começasse a ler frases do livro, com alguma rapidez e que identificasse palavras noutros sítios.
Entrou-se no 2ºperíodo e, logo no primeiro dia foi distribuído para uma sala de onde a professora acabou por sair também por doença, ficando a turma aos cuidados de uma auxiliar todo o dia. Nessa tarde, quando soube do sucedido, literalmente passei-me e telefonei para tudo quanto era sítio a pedir esclarecimentos. Como a hora já ia adiantada só consegui respostas efectivas no dia seguinte e, mesmo assim, só consegui falar com a vice-presidente do CE porque me apresentei como professora, senão acho que me tinham despachado. Antes disso cheguei a telefonar para mais duas escolas a saber da possibilidade de transferência, com um David altamente choroso ao meu lado, pedindo-me por tudo para o deixar ficar ali com a sua turma. Adiando por momentos esta ideia, falei com a tal professora, espus o caso, mostrei a minha preocupação e descontentamento e sossegaram-me com a promessa do retorno da professora tutular no final de Janeiro, sendo até lá a turma bem acompanhada. Não sei se foi do meu telefonema ou se foi pura coincidência mas no dia seguinte já o David tinha ido para uma professora diferente, sem o resto da turma, onde lhe ensinaram letras novas e o puseram a fazer trabalho efectivo e não aquelas fichas que se dão quando não apetece explicar e que foi durante 2 ou 3 semanas a realidade daquela turma.
Esta semana, com a tosse, o David faltou três dias à escola,fazendo comigo leitura,cópia e reforço de todas as letras aprendidas. Hoje regressou, para cinco minutos depois voltar para casa: escola fechada por falta de electricidade.
E, sinceramente, já não sei o que fazer, dizer ou pensar mas parece-me que a melhor alternativa vai ser mesmo esperar pelo fim deste ano lectivo uma vez que em nenhuma das outras escolas há horário da tarde para o 1ºano, sendo este ou o normal com ATl, a única hipótese para nós.
Já percebi que este vai ser um ano difícil, preocupante e, so me resta continuar a dar-lhe o apoio que lhe tenho dado, usando as mais variadas estratégias para que ele não se canse e desmotive, como a última por ele inventada que é a de ir para outro computador e enviar-me mensagens no chat com pequenas frases para eu ler e corrigir e eu responder-lhe com outras para ele as ler em voz alta.
Etiquetas:
David; escola nova; primeiro ano; 1ºano,
leitura
13/01/2010
Baixas deste Inverno frio e chuvoso.
Já seria de esperar que a chuva, o frio e o vento trouxessem com eles as primeiras baixas deste Inverno. Os últimos cinco dias têm sido passados em casa, fechados entre quatro paredes as quais, se por um lado nos abrigam da intempérie e nos dão o conforto necessário e acolhedor, por outro parecem começar a apertar-nos, deixando-nos com aquela sensação que o tempo se passa e nós não fazemos nada.
Após algumas doses de xarope, a tosse do David abrandou enquanto a Rebeca, mais difícil de tratar, precisou também de antibiótico e Celestone para acalmarem a respiração e a muita tosse. O sono não tem sido muito, intercortado com os repentes da miúda que não consegue descansar e que, a somar à desgraça, também não come.Ou seja, não dorme porque tosse e tem fome.
O Mateus anda por cá de pedra e cal. Passa a manhã a fazer trabalhos de casa, almoça e passa a tarde na escola. Regressa e toca guitarra ou brinca um bocado.Nada de gripe ou constipação...espero que assim se mantenha.
Amanhã já devem estar melhores e eu regresso à escola...sem muita vontade, é verdade. Por lá, um dossiê para organizar que a avaliação externa está à porta.
07/01/2010
37 Invernos

E nunca recebi tantos "parabéns" como hoje...graças ao Facebook, tá claro!
As prendas?
Bem, cheguei à sala e tinha lá 27 alunos a cantarem-me os parabéns (um bocado desafinados mas pronto...quem será a profªde música deles???). Pouco depois bateram à porta e era a minha coordenadora com um enorme ramo de flores, exactamente à uma e meia!! Surpresa!!!
Em casa esperava por mim um "strawberry and cream sponge cake" feito pelo Barry (receita irlandesa, tá claro). As outras prendas já as tinha recebido, umas de manhã e outra na passagem de ano. Esta ultima foi a mais espectacular e era para ser surpresa, só que eu adivinho tudo antes do tempo...lol!Uma nova objectiva para a minha câmara.Foi com ela que tirei umas quantas fotos à lua no primeiro dia do ano e que agora já posso aqui colocar!
05/01/2010
04/01/2010
Ano Novo, vida nova...mas será mesmo?
Depois do Carnaval, a festa que mais abomino é a de fim de ano. Uma coisa é a pessoa estar em casa ou até ir uns dias para fora, com família ou amigos e aproveitar essa noite para conviver, passar um bom tempo, quiçá jogar um joguito, ver uma boa comédia ou até arriscar a cantar umas melodias; outra coisa é andar a gastar dinheirões em reveillons desengraçados onde o mote é comer, beber, dançar, fazer uma algazarra e engolir umas uvas passas empurradas por champagne ao som das dozes badaladas.Tudo bem, há gostos para tudo e façam o favor de discordar se vos aprouver. Eu por cá, fico na minha.
Depois é a eterna conversa do fechar do ano velho e com ele empacotar as chatices e as desilusões fazendo resoluções de ano novo que acabam por não durar mais do que uns diazitos, até a rotina se instalar novamente e tudo voltar ao "ram-ram" original. Eu tinha uma certa tendência para ser assim mas parece-me que a coisa tem vindo a melhorar ligeiramente. O ano passado resolvi não fazer resoluções nenhumas e até foi um ano que me correu benzinho. Este ano meti na ideia que a pizza devia ser banida dos meus menus até ontem, em que não resisti e comi quatro fatias, todas de seguida, sem qualquer pejo ou remorso (i couldn´t care less!!). Enfim, parece-me a mim que cada vez mais temos necessidade de cortar com o passado e de sermos cada vez mais exigentes connosco e com os outros, o que, se por um lado nos torna candidatos à perfeição (na medida do possível), por outro nos torna mesquinhos, intolerantes e àvidos de saber e ser, seja lá o que isso for.
Enfim, tinha pensado listar aqui ideias; coisas que quero fazer, que porventura possa até achar que vão acontecer com alguma probabilidade credível mas é melhor não. Não tenho o poder de decisão e o mais certo (já tenho dito isto muita vez) é que quanto mais planeio, menos acontece. Nisso sou mesmo mestre.
Sendo assim, cinjo-me mais uma vez à minha insignificância e prefiro achar que este será apenas mais um ano no calendário e, que se for como os últimos, me posso dar por muito contente e satisfeita pois até não têm sido nada maus. De todo.
E já agora, desejo a todos o mesmo que para mim.
Um óptimo 2010!
Depois é a eterna conversa do fechar do ano velho e com ele empacotar as chatices e as desilusões fazendo resoluções de ano novo que acabam por não durar mais do que uns diazitos, até a rotina se instalar novamente e tudo voltar ao "ram-ram" original. Eu tinha uma certa tendência para ser assim mas parece-me que a coisa tem vindo a melhorar ligeiramente. O ano passado resolvi não fazer resoluções nenhumas e até foi um ano que me correu benzinho. Este ano meti na ideia que a pizza devia ser banida dos meus menus até ontem, em que não resisti e comi quatro fatias, todas de seguida, sem qualquer pejo ou remorso (i couldn´t care less!!). Enfim, parece-me a mim que cada vez mais temos necessidade de cortar com o passado e de sermos cada vez mais exigentes connosco e com os outros, o que, se por um lado nos torna candidatos à perfeição (na medida do possível), por outro nos torna mesquinhos, intolerantes e àvidos de saber e ser, seja lá o que isso for.
Enfim, tinha pensado listar aqui ideias; coisas que quero fazer, que porventura possa até achar que vão acontecer com alguma probabilidade credível mas é melhor não. Não tenho o poder de decisão e o mais certo (já tenho dito isto muita vez) é que quanto mais planeio, menos acontece. Nisso sou mesmo mestre.
Sendo assim, cinjo-me mais uma vez à minha insignificância e prefiro achar que este será apenas mais um ano no calendário e, que se for como os últimos, me posso dar por muito contente e satisfeita pois até não têm sido nada maus. De todo.
E já agora, desejo a todos o mesmo que para mim.
Um óptimo 2010!
28/12/2009
Rebeca - 2ºaniversário
A nossa pequenina faz hoje dois anos. Como o tempo passa...ainda ontem era aquela bebé serena e que raramente ouvíamos chorar, para agora se tornar numa menina tão viva e independente, que come sózinha e não usa fraldas.
Realmente Deus tem sido gracioso connosco e nos tem dados filhos lindos e saudáveis. Bençãos diárias que as palavras não conseguem expressar e que o coração se maravilha a tentar entender!
Aqui fica uma ínfima parte das fotos tiradas nos últimos dois anos.





A Rebeca:
- diz palavras e frases, a maior parte em Inglês, como por exemplo: "mine"; "sit down";"Give me"; "Gone"; Bed"; Apple", Byebye"; pet"; Mickey"; Tigger"; crocs". socks", look";
26/12/2009
Quase 2 anos!
A um dia e 3 horas de completar 2 anos, a Rebeca fez uma frase de 4 palavras:
"Mickey is in bed".
Foi das coisas mais fofas que já ouvi!!!!
"Mickey is in bed".
Foi das coisas mais fofas que já ouvi!!!!
23/12/2009
Por aqui
Viveram-se dias de intenso stress, com miúdos já sem escola, entregues a amigos, vizinhos ou a reboque connosco enquanto eu e o Barry tentávamos ultimar as avaliações para a escola.
As coisas pareciam bem encaminhadas quando na segunda feira, após várias reuniões, me disseram que em princípio já estava despachada. Revelou-se não ser verdade uma vez que lá passei o dia seguinte quase completo mas afinal, providencial, pois nesse mesmo dia, já em casa, deparo-me com uma Rebeca doente e a vomitar de cinco em cinco minutos, tendo ficado aos meus cuidados o resto da tarde e, não sonhando eu, que na escola se vivia o caos.
Hoje a esta hora previa já estarmos no Norte em início de festejos natalícios mas, acabou por não ser assim e, aqui estou, de malas prontas a ouvir a chuva forte lá fora, olhando de esguelha para a janela que de quando em vez se ilumina. Estes temporais continuam a assustar-me e só espero não passar outra noite acordada, como a última, em que o rugir do vento era tão forte que as paredes não pareciam suficientes para nos separar dele!
Não gosto de Natais chuvosos, prefiro-os frios e solarengos. Se este fosse "ano de Irlanda" teríamos um "white Christmas"já que pelas fotos da família, Limerick está coberta com um lindo manto de neve, tão raro naquela zona do país mas que tivémos a sorte de ver no ano em que o Matt nasceu. Como é "ano de Portugal" não teremos frio ou neve, perú, roast ou rashers. Teremos sim bacalhau, cabrito e outros maravilhosos sabores e aromas.
E o Natal está mesmo a chegar!


As coisas pareciam bem encaminhadas quando na segunda feira, após várias reuniões, me disseram que em princípio já estava despachada. Revelou-se não ser verdade uma vez que lá passei o dia seguinte quase completo mas afinal, providencial, pois nesse mesmo dia, já em casa, deparo-me com uma Rebeca doente e a vomitar de cinco em cinco minutos, tendo ficado aos meus cuidados o resto da tarde e, não sonhando eu, que na escola se vivia o caos.
Hoje a esta hora previa já estarmos no Norte em início de festejos natalícios mas, acabou por não ser assim e, aqui estou, de malas prontas a ouvir a chuva forte lá fora, olhando de esguelha para a janela que de quando em vez se ilumina. Estes temporais continuam a assustar-me e só espero não passar outra noite acordada, como a última, em que o rugir do vento era tão forte que as paredes não pareciam suficientes para nos separar dele!
Não gosto de Natais chuvosos, prefiro-os frios e solarengos. Se este fosse "ano de Irlanda" teríamos um "white Christmas"já que pelas fotos da família, Limerick está coberta com um lindo manto de neve, tão raro naquela zona do país mas que tivémos a sorte de ver no ano em que o Matt nasceu. Como é "ano de Portugal" não teremos frio ou neve, perú, roast ou rashers. Teremos sim bacalhau, cabrito e outros maravilhosos sabores e aromas.
E o Natal está mesmo a chegar!
17/12/2009
Tremor de terra
Acordei mal disposta e cheia de dores de cabeça devia ser uma da manhã. Depois de algumas voltas na cama e de constatar que a dor de cabeça estava para ficar, comecei a sentir que algo estava errado. O quarto tremia, as coisas dentro dos armários chocalhavam e os meus colares pendurados batiam todos uns nos outros. Um tremor de terra! Depois do susto inicial e depois de custar muito a adormecer novamente tudo me passou pela cabeça: e se fosse mesmo um terramoto? e se houvesse algo muito pior um dia destes? estaria eu preparada? poderia ajudar os meus filhos estando eu um piso acima? onde os abrigaria? pensei depois que este tipo de pequenos tremores acontecem diariamente em certos países e que para os seus habitantes já não é nada. Mesmo assim deixa-me assustada e a pensar na insignificância do Homem perante tal fenómenos naturais...
Há pouco fui ver as notícias e sim, houve mesmo, a 180km da Costa Vicentina e foi sentido por todos o país.
Há pouco fui ver as notícias e sim, houve mesmo, a 180km da Costa Vicentina e foi sentido por todos o país.
29/11/2009
26/11/2009
A caminha nova
Temos andado hesitantes quanto à escolha de uma cama nova para a Rebeca. Apesar de não ser tão aventureira como os manos que nesta idade já se atiravam dela abaixo, sim, da mesma cama de grades que acolheu os nossos três bebés e, apesar de ficarmos com imensa pena de nos desfazermos dela pelas memórias que deixa, achamos que a altura estaria a aproximar-se. O dia chegou hoje, a um mês e dois dias dos dois anos da nossa pequenina.
A escolha recaiu sobre um modelo em aço, imitando as antigas camas de grades e com a vantagem de ser extensível, podendo adaptar-se a vários comprimentos de colchão, acompanhando o crescimento da Rebeca.
E neste momento é já lá que ela dorme!
Acabou-se a etapa da cama de grades...a minha bebé está a crescer!
A escolha recaiu sobre um modelo em aço, imitando as antigas camas de grades e com a vantagem de ser extensível, podendo adaptar-se a vários comprimentos de colchão, acompanhando o crescimento da Rebeca.
E neste momento é já lá que ela dorme!
Acabou-se a etapa da cama de grades...a minha bebé está a crescer!
19/11/2009
17/11/2009
11/11/2009
Da sala de aula
Como tantas vezes, entrei na sala onde a minha direcção de turma estava a ter aulas; Os miúdos são uns queridos mas é preciso uma rédia tão curta que só eu sei... e lá estava eu a fingir que precisava de assinar qualquer coisa no livro de ponto, para poder entrar sem dar a entender as minhas intenções.
A B. chamou-me num sussurro: "professora, tenho uma justificação de faltas para lhe entregar". A B. é uma míuda triste e calada que só ela; treme se lhe falamos e não sustenta o olhar, de tanta timidez. Tem inúmeras dificuldades, daquelas que nem as horas extra de aulas de apoio conseguem superar e, o seu sucesso escolar, está mesmo por um fio. Apesar de tudo insiste e resiste. Vai sempre às aulas e tenta não faltar mesmo quando tem de ajudar a mãe a tratar dos manos mais pequenos ou quando a acompanha ao serviço de estrangeiros para tratar do visto. Ontem porém faltou e eu agarrei na justificação sem olhar e guardei-a, mais preocupada com a minha missão de "polícia" do que com a razão da sua falta.
Mais tarde fui guardar os papéis, abrir o programa de alunos e passar para lá a justificação da B. Quando olhei para o motivo fiquei assim...parada, hirta. Senti-me esquisita, má, insensível. No motivo da falta estava escrito pela mão da própria aluna: "o meu pai morreu e eu não consegui ir á escola". As vozes dos colegas que me rodeavam começaram a desaparecer...acho que me perguntaram qualquer coisa mas eu não fui capaz de ouvir. Saí da sala e fui a correr procurar a B. Peguei-a pela mão, levei-a comigo e abracei-a. Ela estava com o mesmo ar de sempre. Olhos no chão, a cara sem qualquer expressão. Contou-me o que se tinha passado embora nem ela bem o soubesse: "o meu pai estava noutro país, eu sei que ele tinha ataques...eu só o vi duas vezes quando era pequenina." E foi aí que nos olhos dela surgiram lágrimas; lágrimas discretas, não pela morte do pai mas lágrimas de pesar por nunca o ter realmente conhecido.
Devolvi a B. à turma e até agora ainda não consegui deixar de pensar nela.
Ps. Os meus filhotes têm estado doentes, sim. Houve suspeitas de Gripe A no Mateus as quais não me dei ao trabalho de confirmar e foi bem curada com Benuron, chá quente e muita caminha; depois um David cheio de tosse e agora uma Rebeca com laringite e sob vigilância para que se não torne noutra crise de falta de ar daquelas que, infelizmente, tão bem conheço.
Quem tem estado no Facebook vai sabendo das coisas...por aqui, nem por isso.As minhas desculpas.
A B. chamou-me num sussurro: "professora, tenho uma justificação de faltas para lhe entregar". A B. é uma míuda triste e calada que só ela; treme se lhe falamos e não sustenta o olhar, de tanta timidez. Tem inúmeras dificuldades, daquelas que nem as horas extra de aulas de apoio conseguem superar e, o seu sucesso escolar, está mesmo por um fio. Apesar de tudo insiste e resiste. Vai sempre às aulas e tenta não faltar mesmo quando tem de ajudar a mãe a tratar dos manos mais pequenos ou quando a acompanha ao serviço de estrangeiros para tratar do visto. Ontem porém faltou e eu agarrei na justificação sem olhar e guardei-a, mais preocupada com a minha missão de "polícia" do que com a razão da sua falta.
Mais tarde fui guardar os papéis, abrir o programa de alunos e passar para lá a justificação da B. Quando olhei para o motivo fiquei assim...parada, hirta. Senti-me esquisita, má, insensível. No motivo da falta estava escrito pela mão da própria aluna: "o meu pai morreu e eu não consegui ir á escola". As vozes dos colegas que me rodeavam começaram a desaparecer...acho que me perguntaram qualquer coisa mas eu não fui capaz de ouvir. Saí da sala e fui a correr procurar a B. Peguei-a pela mão, levei-a comigo e abracei-a. Ela estava com o mesmo ar de sempre. Olhos no chão, a cara sem qualquer expressão. Contou-me o que se tinha passado embora nem ela bem o soubesse: "o meu pai estava noutro país, eu sei que ele tinha ataques...eu só o vi duas vezes quando era pequenina." E foi aí que nos olhos dela surgiram lágrimas; lágrimas discretas, não pela morte do pai mas lágrimas de pesar por nunca o ter realmente conhecido.
Devolvi a B. à turma e até agora ainda não consegui deixar de pensar nela.
Ps. Os meus filhotes têm estado doentes, sim. Houve suspeitas de Gripe A no Mateus as quais não me dei ao trabalho de confirmar e foi bem curada com Benuron, chá quente e muita caminha; depois um David cheio de tosse e agora uma Rebeca com laringite e sob vigilância para que se não torne noutra crise de falta de ar daquelas que, infelizmente, tão bem conheço.
Quem tem estado no Facebook vai sabendo das coisas...por aqui, nem por isso.As minhas desculpas.
30/10/2009
28/10/2009
Rebeca - 22 MESES
22/10/2009
As novas ministras
Gostei de ver o nome de duas das minhas ex-professoras preferidas no novo governo: Gabriela Canavilhas, ministra da cultura, foi minha professora no Conservatório Nacional e aquela que melhores recordações me deixou, tanto pela excelente pessoa que era, como pela forma como me conduziu pelos caminhos da Música. Isabel Alçada, Ministra da Educação, ensinou-me História de Portugal (na ESE) como ninguém jamais o tinha feito anteriormente. Cada século era explorado como se de uma aventura se tratasse e aprendi como nunca! Vamos ver agora se impressionam os portugueses como a mim o fizeram um dia!
11/10/2009
Dos últimos dias
Dores de cabeça: de terça a sexta, mais ou menos à mesma hora elas apareciam, as malditas. Valeu-me o Ibuprufeno que, ainda dentro do prazo, me deu o alívio necessário para poder ir trabalhar em condições e conseguir enfrentar aparelhagem e vinte e oito flautas, bem contadas mas (por enquanto) mal tocadas.
De regresso a casa, sempre a mesma rotina: dar o lanche à Rebeca, acolher nos braços um David cansadito mas entusiasmado e cheio de "iii" e "uuuu"" para contornar, identificar e escrever no caderno de casa. Uma hora mais tarde o mesmo para o Mateus desta vez com histórias de ossos, músculos, números décimais (que-me-estão-a-dar- conta-da-cabeça-já-não-sei-fazer-contas-daquelas)e muito recreio para contar.
Já com as dores a querer regressar, despacho banhos e jantares e meto-os todos na cama às nove badaladas...todos não...a pequena resistente ainda grita "Pon-Bob" (Sponge Bob Square Pants) na sala, enquanto reclama os desenhos animados que de repente a cativaram e dos quais agora não se farta!
Já de rastos, apanho do chão as coisas espalhadas, arrumo a casa-de-banho que ficou uma "mess" e lembro-me que ainda não jantei e que secalhar é por isso que estou com "impressões no estômago", daquelas que se tem quando já passámos o limiar da fome. Enfim, um copo de leite morno resolve a situação e talvez uma torradita ou uma banana. Deito um olho à Rebeca que, agarrada ao biberão e à fralda já está de entrada no mundo dos sonhos e sento-me, embalando o carrinho até senti-la pronta para a cama. Já aninhada no sofá, revejo o dia, as aulas, os momentos em família, as correrias, as frases ditas pelos miúdos...
Dou ainda uma passagem pela "farm" e pelo café"certificando-me que a coisa fica composta até ao dia seguinte, leio uns quantos "posts" de amigos e vou dormir.´
E grande parte dos dias desta semana foram exactamente assim...
De regresso a casa, sempre a mesma rotina: dar o lanche à Rebeca, acolher nos braços um David cansadito mas entusiasmado e cheio de "iii" e "uuuu"" para contornar, identificar e escrever no caderno de casa. Uma hora mais tarde o mesmo para o Mateus desta vez com histórias de ossos, músculos, números décimais (que-me-estão-a-dar- conta-da-cabeça-já-não-sei-fazer-contas-daquelas)e muito recreio para contar.
Já com as dores a querer regressar, despacho banhos e jantares e meto-os todos na cama às nove badaladas...todos não...a pequena resistente ainda grita "Pon-Bob" (Sponge Bob Square Pants) na sala, enquanto reclama os desenhos animados que de repente a cativaram e dos quais agora não se farta!
Já de rastos, apanho do chão as coisas espalhadas, arrumo a casa-de-banho que ficou uma "mess" e lembro-me que ainda não jantei e que secalhar é por isso que estou com "impressões no estômago", daquelas que se tem quando já passámos o limiar da fome. Enfim, um copo de leite morno resolve a situação e talvez uma torradita ou uma banana. Deito um olho à Rebeca que, agarrada ao biberão e à fralda já está de entrada no mundo dos sonhos e sento-me, embalando o carrinho até senti-la pronta para a cama. Já aninhada no sofá, revejo o dia, as aulas, os momentos em família, as correrias, as frases ditas pelos miúdos...
Dou ainda uma passagem pela "farm" e pelo café"certificando-me que a coisa fica composta até ao dia seguinte, leio uns quantos "posts" de amigos e vou dormir.´
E grande parte dos dias desta semana foram exactamente assim...
Subscrever:
Mensagens (Atom)









