A um dia e 3 horas de completar 2 anos, a Rebeca fez uma frase de 4 palavras:
"Mickey is in bed".
Foi das coisas mais fofas que já ouvi!!!!
26/12/2009
23/12/2009
Por aqui
Viveram-se dias de intenso stress, com miúdos já sem escola, entregues a amigos, vizinhos ou a reboque connosco enquanto eu e o Barry tentávamos ultimar as avaliações para a escola.
As coisas pareciam bem encaminhadas quando na segunda feira, após várias reuniões, me disseram que em princípio já estava despachada. Revelou-se não ser verdade uma vez que lá passei o dia seguinte quase completo mas afinal, providencial, pois nesse mesmo dia, já em casa, deparo-me com uma Rebeca doente e a vomitar de cinco em cinco minutos, tendo ficado aos meus cuidados o resto da tarde e, não sonhando eu, que na escola se vivia o caos.
Hoje a esta hora previa já estarmos no Norte em início de festejos natalícios mas, acabou por não ser assim e, aqui estou, de malas prontas a ouvir a chuva forte lá fora, olhando de esguelha para a janela que de quando em vez se ilumina. Estes temporais continuam a assustar-me e só espero não passar outra noite acordada, como a última, em que o rugir do vento era tão forte que as paredes não pareciam suficientes para nos separar dele!
Não gosto de Natais chuvosos, prefiro-os frios e solarengos. Se este fosse "ano de Irlanda" teríamos um "white Christmas"já que pelas fotos da família, Limerick está coberta com um lindo manto de neve, tão raro naquela zona do país mas que tivémos a sorte de ver no ano em que o Matt nasceu. Como é "ano de Portugal" não teremos frio ou neve, perú, roast ou rashers. Teremos sim bacalhau, cabrito e outros maravilhosos sabores e aromas.
E o Natal está mesmo a chegar!


As coisas pareciam bem encaminhadas quando na segunda feira, após várias reuniões, me disseram que em princípio já estava despachada. Revelou-se não ser verdade uma vez que lá passei o dia seguinte quase completo mas afinal, providencial, pois nesse mesmo dia, já em casa, deparo-me com uma Rebeca doente e a vomitar de cinco em cinco minutos, tendo ficado aos meus cuidados o resto da tarde e, não sonhando eu, que na escola se vivia o caos.
Hoje a esta hora previa já estarmos no Norte em início de festejos natalícios mas, acabou por não ser assim e, aqui estou, de malas prontas a ouvir a chuva forte lá fora, olhando de esguelha para a janela que de quando em vez se ilumina. Estes temporais continuam a assustar-me e só espero não passar outra noite acordada, como a última, em que o rugir do vento era tão forte que as paredes não pareciam suficientes para nos separar dele!
Não gosto de Natais chuvosos, prefiro-os frios e solarengos. Se este fosse "ano de Irlanda" teríamos um "white Christmas"já que pelas fotos da família, Limerick está coberta com um lindo manto de neve, tão raro naquela zona do país mas que tivémos a sorte de ver no ano em que o Matt nasceu. Como é "ano de Portugal" não teremos frio ou neve, perú, roast ou rashers. Teremos sim bacalhau, cabrito e outros maravilhosos sabores e aromas.
E o Natal está mesmo a chegar!
17/12/2009
Tremor de terra
Acordei mal disposta e cheia de dores de cabeça devia ser uma da manhã. Depois de algumas voltas na cama e de constatar que a dor de cabeça estava para ficar, comecei a sentir que algo estava errado. O quarto tremia, as coisas dentro dos armários chocalhavam e os meus colares pendurados batiam todos uns nos outros. Um tremor de terra! Depois do susto inicial e depois de custar muito a adormecer novamente tudo me passou pela cabeça: e se fosse mesmo um terramoto? e se houvesse algo muito pior um dia destes? estaria eu preparada? poderia ajudar os meus filhos estando eu um piso acima? onde os abrigaria? pensei depois que este tipo de pequenos tremores acontecem diariamente em certos países e que para os seus habitantes já não é nada. Mesmo assim deixa-me assustada e a pensar na insignificância do Homem perante tal fenómenos naturais...
Há pouco fui ver as notícias e sim, houve mesmo, a 180km da Costa Vicentina e foi sentido por todos o país.
Há pouco fui ver as notícias e sim, houve mesmo, a 180km da Costa Vicentina e foi sentido por todos o país.
29/11/2009
26/11/2009
A caminha nova
Temos andado hesitantes quanto à escolha de uma cama nova para a Rebeca. Apesar de não ser tão aventureira como os manos que nesta idade já se atiravam dela abaixo, sim, da mesma cama de grades que acolheu os nossos três bebés e, apesar de ficarmos com imensa pena de nos desfazermos dela pelas memórias que deixa, achamos que a altura estaria a aproximar-se. O dia chegou hoje, a um mês e dois dias dos dois anos da nossa pequenina.
A escolha recaiu sobre um modelo em aço, imitando as antigas camas de grades e com a vantagem de ser extensível, podendo adaptar-se a vários comprimentos de colchão, acompanhando o crescimento da Rebeca.
E neste momento é já lá que ela dorme!
Acabou-se a etapa da cama de grades...a minha bebé está a crescer!
A escolha recaiu sobre um modelo em aço, imitando as antigas camas de grades e com a vantagem de ser extensível, podendo adaptar-se a vários comprimentos de colchão, acompanhando o crescimento da Rebeca.
E neste momento é já lá que ela dorme!
Acabou-se a etapa da cama de grades...a minha bebé está a crescer!
19/11/2009
17/11/2009
11/11/2009
Da sala de aula
Como tantas vezes, entrei na sala onde a minha direcção de turma estava a ter aulas; Os miúdos são uns queridos mas é preciso uma rédia tão curta que só eu sei... e lá estava eu a fingir que precisava de assinar qualquer coisa no livro de ponto, para poder entrar sem dar a entender as minhas intenções.
A B. chamou-me num sussurro: "professora, tenho uma justificação de faltas para lhe entregar". A B. é uma míuda triste e calada que só ela; treme se lhe falamos e não sustenta o olhar, de tanta timidez. Tem inúmeras dificuldades, daquelas que nem as horas extra de aulas de apoio conseguem superar e, o seu sucesso escolar, está mesmo por um fio. Apesar de tudo insiste e resiste. Vai sempre às aulas e tenta não faltar mesmo quando tem de ajudar a mãe a tratar dos manos mais pequenos ou quando a acompanha ao serviço de estrangeiros para tratar do visto. Ontem porém faltou e eu agarrei na justificação sem olhar e guardei-a, mais preocupada com a minha missão de "polícia" do que com a razão da sua falta.
Mais tarde fui guardar os papéis, abrir o programa de alunos e passar para lá a justificação da B. Quando olhei para o motivo fiquei assim...parada, hirta. Senti-me esquisita, má, insensível. No motivo da falta estava escrito pela mão da própria aluna: "o meu pai morreu e eu não consegui ir á escola". As vozes dos colegas que me rodeavam começaram a desaparecer...acho que me perguntaram qualquer coisa mas eu não fui capaz de ouvir. Saí da sala e fui a correr procurar a B. Peguei-a pela mão, levei-a comigo e abracei-a. Ela estava com o mesmo ar de sempre. Olhos no chão, a cara sem qualquer expressão. Contou-me o que se tinha passado embora nem ela bem o soubesse: "o meu pai estava noutro país, eu sei que ele tinha ataques...eu só o vi duas vezes quando era pequenina." E foi aí que nos olhos dela surgiram lágrimas; lágrimas discretas, não pela morte do pai mas lágrimas de pesar por nunca o ter realmente conhecido.
Devolvi a B. à turma e até agora ainda não consegui deixar de pensar nela.
Ps. Os meus filhotes têm estado doentes, sim. Houve suspeitas de Gripe A no Mateus as quais não me dei ao trabalho de confirmar e foi bem curada com Benuron, chá quente e muita caminha; depois um David cheio de tosse e agora uma Rebeca com laringite e sob vigilância para que se não torne noutra crise de falta de ar daquelas que, infelizmente, tão bem conheço.
Quem tem estado no Facebook vai sabendo das coisas...por aqui, nem por isso.As minhas desculpas.
A B. chamou-me num sussurro: "professora, tenho uma justificação de faltas para lhe entregar". A B. é uma míuda triste e calada que só ela; treme se lhe falamos e não sustenta o olhar, de tanta timidez. Tem inúmeras dificuldades, daquelas que nem as horas extra de aulas de apoio conseguem superar e, o seu sucesso escolar, está mesmo por um fio. Apesar de tudo insiste e resiste. Vai sempre às aulas e tenta não faltar mesmo quando tem de ajudar a mãe a tratar dos manos mais pequenos ou quando a acompanha ao serviço de estrangeiros para tratar do visto. Ontem porém faltou e eu agarrei na justificação sem olhar e guardei-a, mais preocupada com a minha missão de "polícia" do que com a razão da sua falta.
Mais tarde fui guardar os papéis, abrir o programa de alunos e passar para lá a justificação da B. Quando olhei para o motivo fiquei assim...parada, hirta. Senti-me esquisita, má, insensível. No motivo da falta estava escrito pela mão da própria aluna: "o meu pai morreu e eu não consegui ir á escola". As vozes dos colegas que me rodeavam começaram a desaparecer...acho que me perguntaram qualquer coisa mas eu não fui capaz de ouvir. Saí da sala e fui a correr procurar a B. Peguei-a pela mão, levei-a comigo e abracei-a. Ela estava com o mesmo ar de sempre. Olhos no chão, a cara sem qualquer expressão. Contou-me o que se tinha passado embora nem ela bem o soubesse: "o meu pai estava noutro país, eu sei que ele tinha ataques...eu só o vi duas vezes quando era pequenina." E foi aí que nos olhos dela surgiram lágrimas; lágrimas discretas, não pela morte do pai mas lágrimas de pesar por nunca o ter realmente conhecido.
Devolvi a B. à turma e até agora ainda não consegui deixar de pensar nela.
Ps. Os meus filhotes têm estado doentes, sim. Houve suspeitas de Gripe A no Mateus as quais não me dei ao trabalho de confirmar e foi bem curada com Benuron, chá quente e muita caminha; depois um David cheio de tosse e agora uma Rebeca com laringite e sob vigilância para que se não torne noutra crise de falta de ar daquelas que, infelizmente, tão bem conheço.
Quem tem estado no Facebook vai sabendo das coisas...por aqui, nem por isso.As minhas desculpas.
30/10/2009
28/10/2009
Rebeca - 22 MESES
22/10/2009
As novas ministras
Gostei de ver o nome de duas das minhas ex-professoras preferidas no novo governo: Gabriela Canavilhas, ministra da cultura, foi minha professora no Conservatório Nacional e aquela que melhores recordações me deixou, tanto pela excelente pessoa que era, como pela forma como me conduziu pelos caminhos da Música. Isabel Alçada, Ministra da Educação, ensinou-me História de Portugal (na ESE) como ninguém jamais o tinha feito anteriormente. Cada século era explorado como se de uma aventura se tratasse e aprendi como nunca! Vamos ver agora se impressionam os portugueses como a mim o fizeram um dia!
11/10/2009
Dos últimos dias
Dores de cabeça: de terça a sexta, mais ou menos à mesma hora elas apareciam, as malditas. Valeu-me o Ibuprufeno que, ainda dentro do prazo, me deu o alívio necessário para poder ir trabalhar em condições e conseguir enfrentar aparelhagem e vinte e oito flautas, bem contadas mas (por enquanto) mal tocadas.
De regresso a casa, sempre a mesma rotina: dar o lanche à Rebeca, acolher nos braços um David cansadito mas entusiasmado e cheio de "iii" e "uuuu"" para contornar, identificar e escrever no caderno de casa. Uma hora mais tarde o mesmo para o Mateus desta vez com histórias de ossos, músculos, números décimais (que-me-estão-a-dar- conta-da-cabeça-já-não-sei-fazer-contas-daquelas)e muito recreio para contar.
Já com as dores a querer regressar, despacho banhos e jantares e meto-os todos na cama às nove badaladas...todos não...a pequena resistente ainda grita "Pon-Bob" (Sponge Bob Square Pants) na sala, enquanto reclama os desenhos animados que de repente a cativaram e dos quais agora não se farta!
Já de rastos, apanho do chão as coisas espalhadas, arrumo a casa-de-banho que ficou uma "mess" e lembro-me que ainda não jantei e que secalhar é por isso que estou com "impressões no estômago", daquelas que se tem quando já passámos o limiar da fome. Enfim, um copo de leite morno resolve a situação e talvez uma torradita ou uma banana. Deito um olho à Rebeca que, agarrada ao biberão e à fralda já está de entrada no mundo dos sonhos e sento-me, embalando o carrinho até senti-la pronta para a cama. Já aninhada no sofá, revejo o dia, as aulas, os momentos em família, as correrias, as frases ditas pelos miúdos...
Dou ainda uma passagem pela "farm" e pelo café"certificando-me que a coisa fica composta até ao dia seguinte, leio uns quantos "posts" de amigos e vou dormir.´
E grande parte dos dias desta semana foram exactamente assim...
De regresso a casa, sempre a mesma rotina: dar o lanche à Rebeca, acolher nos braços um David cansadito mas entusiasmado e cheio de "iii" e "uuuu"" para contornar, identificar e escrever no caderno de casa. Uma hora mais tarde o mesmo para o Mateus desta vez com histórias de ossos, músculos, números décimais (que-me-estão-a-dar- conta-da-cabeça-já-não-sei-fazer-contas-daquelas)e muito recreio para contar.
Já com as dores a querer regressar, despacho banhos e jantares e meto-os todos na cama às nove badaladas...todos não...a pequena resistente ainda grita "Pon-Bob" (Sponge Bob Square Pants) na sala, enquanto reclama os desenhos animados que de repente a cativaram e dos quais agora não se farta!
Já de rastos, apanho do chão as coisas espalhadas, arrumo a casa-de-banho que ficou uma "mess" e lembro-me que ainda não jantei e que secalhar é por isso que estou com "impressões no estômago", daquelas que se tem quando já passámos o limiar da fome. Enfim, um copo de leite morno resolve a situação e talvez uma torradita ou uma banana. Deito um olho à Rebeca que, agarrada ao biberão e à fralda já está de entrada no mundo dos sonhos e sento-me, embalando o carrinho até senti-la pronta para a cama. Já aninhada no sofá, revejo o dia, as aulas, os momentos em família, as correrias, as frases ditas pelos miúdos...
Dou ainda uma passagem pela "farm" e pelo café"certificando-me que a coisa fica composta até ao dia seguinte, leio uns quantos "posts" de amigos e vou dormir.´
E grande parte dos dias desta semana foram exactamente assim...
01/10/2009
A vida é complicada
Não há um ano em que não passe por isto.
A angústia que se instala ao receber os horários da malta cá de casa é corrosiva...não mata mas mói e, não duvido mesmo nada, que estes Setembros e Outubros dos últimos anos nos acrescentem em abundância cabelos brancos a uma colecção que já de si é generosa!
Esta semana recebi mais de quatro telefonemas do Barry a informar-me das mudanças que o seu horário vai sofrendo. Eu de rotina já istalada, a três passos de casa e o pobre ali, a tentar conciliar as horas com a minhas para que saiamos todos a ganhar, especialmente os filhos. Este ano a coisa não estava mal...parecia. O apoio da Cristina, sempre presente desde os primórdios da nossa família nessa missão de ama/amiga, ficou desde logo combinado. A vizinha do lado que de quando em vez nos ajuda em dias de reuniões tardias também prometeu não faltar. Mas de repente eis que surgem imprevistos: acçoes de formação de carácter urgente, sob pena de ter uma má avaliação se as não fizer e tudo se desmorona: quem me resolve o problema das nove sessões de trabalho forçado a horas tardias em que não há ninguém para ajudar?
Por causa disso já chorei hoje. Já pensei que só a mim é que estas coisas acontecem. Já amaldiçoei (mais uma vez) a profissão que escolhi e por fim lá me resignei a assinar a dita inscrição para uns segundos depois a deitar no lixo e decidir que não faço, não vou, não quero saber. Há-de aparecer outra oportunidade a horas decentes.Digo eu.
A vida é complicada. A minha vida pelo menos é.
A angústia que se instala ao receber os horários da malta cá de casa é corrosiva...não mata mas mói e, não duvido mesmo nada, que estes Setembros e Outubros dos últimos anos nos acrescentem em abundância cabelos brancos a uma colecção que já de si é generosa!
Esta semana recebi mais de quatro telefonemas do Barry a informar-me das mudanças que o seu horário vai sofrendo. Eu de rotina já istalada, a três passos de casa e o pobre ali, a tentar conciliar as horas com a minhas para que saiamos todos a ganhar, especialmente os filhos. Este ano a coisa não estava mal...parecia. O apoio da Cristina, sempre presente desde os primórdios da nossa família nessa missão de ama/amiga, ficou desde logo combinado. A vizinha do lado que de quando em vez nos ajuda em dias de reuniões tardias também prometeu não faltar. Mas de repente eis que surgem imprevistos: acçoes de formação de carácter urgente, sob pena de ter uma má avaliação se as não fizer e tudo se desmorona: quem me resolve o problema das nove sessões de trabalho forçado a horas tardias em que não há ninguém para ajudar?
Por causa disso já chorei hoje. Já pensei que só a mim é que estas coisas acontecem. Já amaldiçoei (mais uma vez) a profissão que escolhi e por fim lá me resignei a assinar a dita inscrição para uns segundos depois a deitar no lixo e decidir que não faço, não vou, não quero saber. Há-de aparecer outra oportunidade a horas decentes.Digo eu.
A vida é complicada. A minha vida pelo menos é.
28/09/2009
Rebeca - 21 meses
Gripe A
Na passada sexta-feira não fui trabalhar. Tive muitas dores de garganta durante a noite e acordei a tossir e quase sem voz. Passei a manhã no hospital e sái de lá com a prescrição de anti-gripal, anti-inflamatório e pastilhas para a garganta.Gripe sazonal, portanto.
No dia seguinte, sábado, recebi um e-mail da escola a dizer que o primeiro caso de Gripe A tinha sido confirmado. Uma aluna de 6ºano que tinha estado em contacto com uma amiga infectada foi enviada pelos pais para a escola, sem qualquer pejo, apesar de os mesmos saberem que a aluna já apresentava um quadro de febre e terem ido fazer a análise de despiste do H1N1. Mais tarde os mesmos telefonaram a avisar que a aluna deveria ser isolada pois o resultado da análise tinha chegado e confirmava o pior.
Agora pergunto: nas 3 horas em qua aluna esteve nas aulas, quantos colegas terão sido contaminados?
Há coisas que me transcendem...
No dia seguinte, sábado, recebi um e-mail da escola a dizer que o primeiro caso de Gripe A tinha sido confirmado. Uma aluna de 6ºano que tinha estado em contacto com uma amiga infectada foi enviada pelos pais para a escola, sem qualquer pejo, apesar de os mesmos saberem que a aluna já apresentava um quadro de febre e terem ido fazer a análise de despiste do H1N1. Mais tarde os mesmos telefonaram a avisar que a aluna deveria ser isolada pois o resultado da análise tinha chegado e confirmava o pior.
Agora pergunto: nas 3 horas em qua aluna esteve nas aulas, quantos colegas terão sido contaminados?
Há coisas que me transcendem...
15/09/2009
O primeiro dia
Dormi mal. O turbilhão de pensamentos que me assombrou toda a noite e não me deu tréguas ao corpo e mente, acabou também por me levantar da cama mais cedo do que previra.
O primeiro dia. O meu. O do David.
A vida é feita de muitas primeiras vezes mas atrevo-me a dizer que nenhuma marca tanto alguém como o primeiro dia de escola. O dia em que parte da nossa infância se vai, em que dizemos adeus às tardes despreocupadas, às brincadeiras tão inocentes dos cinco anos, à boca suja, às unhas negras e ao bibe de quadradinhos pintado de tantas cores. É o dia em que damos aquele passo gigantesgo em direcção ao futuro, esse futuro papão e infame que nos traga os dias tornando-os rápidos, com menos horas, que nos leva as estações uma após outra e nos faz soprar as velas do bolo sem a mesma alegria de outrora.
Foi hoje o primeiro dia do David na escola e eu não estive lá com ele. Não lhe sequei as lágrimas nem o ouvi gritar que não, não queria ir para a sala sózinho. A essa hora estava eu a receber de braços abertos vinte e sete meninos desconhecidos, todos de sorriso na cara e expressão curiosa, olhando-me pela primeira vez mas não adivinhando sequer como me sentia por dentro.
Foi o meu primeiro dia na escola nova com alunos. O primeiro dia dele na escola nova, como aluno. E eu não faço parte dessa recordação.
O primeiro dia. O meu. O do David.
A vida é feita de muitas primeiras vezes mas atrevo-me a dizer que nenhuma marca tanto alguém como o primeiro dia de escola. O dia em que parte da nossa infância se vai, em que dizemos adeus às tardes despreocupadas, às brincadeiras tão inocentes dos cinco anos, à boca suja, às unhas negras e ao bibe de quadradinhos pintado de tantas cores. É o dia em que damos aquele passo gigantesgo em direcção ao futuro, esse futuro papão e infame que nos traga os dias tornando-os rápidos, com menos horas, que nos leva as estações uma após outra e nos faz soprar as velas do bolo sem a mesma alegria de outrora.
Foi hoje o primeiro dia do David na escola e eu não estive lá com ele. Não lhe sequei as lágrimas nem o ouvi gritar que não, não queria ir para a sala sózinho. A essa hora estava eu a receber de braços abertos vinte e sete meninos desconhecidos, todos de sorriso na cara e expressão curiosa, olhando-me pela primeira vez mas não adivinhando sequer como me sentia por dentro.
Foi o meu primeiro dia na escola nova com alunos. O primeiro dia dele na escola nova, como aluno. E eu não faço parte dessa recordação.
12/09/2009
11/09/2009
Da janela...
...do meu sótão vejo a escola nova.
A cor vibrante com que a pintaram este Verão destaca-se no horizonte e o edifício, algo imponente, surge no meio das àrvores, as mesmas que abrigam com a sua sombra mesas e bancos de pedra. São sete as ruas que me separam desse edifío, quase tantas quantas as horas que lá vou passar diariamente.
Pela proximidade, pela facilidade em lá chegar, pelo tempo que poupo acho que fiz a escolha acertada. Duas semanas já passaram e cada vez mais me convenço que estou no sítio certo.
03/09/2009
Da escola nova - parte II
Hoje as coisas já correram melhor.
Afinal as caras estranhas já têm nome e muitas estão ali pela primeira vez, tal como eu. Aliás, fiquei a saber que 60% dos professores da escola são novos o que de alguma forma me dá algum conforto.
Tive três reuniões, uma geral, uma de departamento de expressões e por fim uma de educação musical. De tarde fiquei de serviço a um exame oral de 9ºano de Francês.
Da distribuição de serviço que me foi entregue para já sei que:
. tenho 4 turmas (duas de 5º e duas de 6º)
. dou Área de Projecto a essas turmas
. sou directora de turma de um 6ºano
. tenho 2 horas semanais de tutoria
. dou clube de música
Amanhã tenho reuniões novamente.
Afinal as caras estranhas já têm nome e muitas estão ali pela primeira vez, tal como eu. Aliás, fiquei a saber que 60% dos professores da escola são novos o que de alguma forma me dá algum conforto.
Tive três reuniões, uma geral, uma de departamento de expressões e por fim uma de educação musical. De tarde fiquei de serviço a um exame oral de 9ºano de Francês.
Da distribuição de serviço que me foi entregue para já sei que:
. tenho 4 turmas (duas de 5º e duas de 6º)
. dou Área de Projecto a essas turmas
. sou directora de turma de um 6ºano
. tenho 2 horas semanais de tutoria
. dou clube de música
Amanhã tenho reuniões novamente.
Da escola nova - parte I
Fui apresentar-me no dia 1 de Setembro na escola nova.
Edifício quase vazio, caras desconhecidas, beijinhos e abraços que me passaram todos ao lado.
Saí de lá vazia. Uma estranha.
O melhor de tudo foi perceber que demorei 2m de carro a chegar de novo a casa.
Edifício quase vazio, caras desconhecidas, beijinhos e abraços que me passaram todos ao lado.
Saí de lá vazia. Uma estranha.
O melhor de tudo foi perceber que demorei 2m de carro a chegar de novo a casa.
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